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Aula sobre lesões do Triathlon no Congresso da Academia Americana de Ortopedia (AAOS) 2018

No dia 10 de março eu fui convidada para dar uma aula no Congresso Americano de Ortopedia (AAOS) em New Orleans.

O tema que me pediram para falar foi: “Perspectiva da América do Sul: lesões no triathlon.”

Na aula contei um pouco da história do triathlon que é um esporte relativamente novo e tem suas raizes na França em 1920 com uma prova sem paradas de corrida/ciclismo e natação chamada “Le trois sports”.

Pela primeira vez chamado de triathlon  com natação/ciclismo/corrida foi uma prova que aconteceu no dia 25 de setembro de 1974 em Mission Bay, San Diego, California. Essa é a dta considerada o aniversário do triathlon moderno. Havia 46 pessoas para completar um evento multiesportivo que consistiu em 500 yard de natação,  5 milhas de ciclismoe e 6 milhas de corrida.

O Ironman nasceu em 1978 como uma forma de desafiar atletas que tiveram sucesso em natação de resistência e eventos de corrida. Judy e John Collins, um casal da Marinha, com base em Honolulu, propuseram combinar as três corridas de resistência mais duras em Hawaii:  2.4  milhas Waikiki Roughwater Swim, 112 milhas da Around-O’ahu Bike Race e  26,2 milhas da  Marathon Honolulu em um evento. Em 18 de fevereiro de 1978 , quinze pessoas competem com o primeiro IRONMAN.

No início de 1982  a emissora ABC  transmitiu o IRONMAN e havia aproximadamente  600 atletas competindo. Esse número aumentou para mais de 2000 em 2018 , quando esta corrida irá comemora o 40º aniversário.

A União Internacional de Triatlo (ITU) foi fundada em 1989  como órgão governamental internacional do esporte e fez sua estréia no programa olímpico nos Jogos de Sydney em 2000 na distância olímpica.

Associada à tendência da consciência da saúde e bem estar, o triatlo estabeleceu-se como um esporte para massas. Há poucos trabalhos sobre esse esporte especificamente. No entanto, é o único esporte onde os profissionais e os amadores competem na mesma prova, não importando a distância dela.
Na literatura sabe-se que o principal fator de risco para lesão no triatlo não profissional é a participação em um evento de triatlo competitivo.

Foi muito interessante falar dessas lesões para uma platéia de ortopedistas do mundo todo uma vez que isso é o que atendo diariamente no meu consultório, além do fato de eu também ser uma triathleta amadora.

É muito importante observar que o triathlon é um esporte não três. Assim, quando o cirurgião ortopedista vê as lesões, ele deve entender todas as demandas dessa atividade física para entender a causa da lesão e fazer o tratamento na direção certa.

As lesões por uso excessivo representam a maior porcentagem de lesões relacionadas ao esporte que exigem tratamento médico. Os hábitos de treinamento são extremamente variáveis e não diretamente relacionados à incidência ou ao tipo de lesão.

As lesões de “overuse” são a causa relatada em 41% das lesões e  2/3 delas ocorrem durante a corrida. Os locais mais freqüentemente afetados são o tornozelo / pé, coxa, perna. A incidência de lesão não está relacionada com a quantidade média de treinamento ou competição semanal, intensidade ou freqüência de treinamento.

As lesões dependem da fadiga muscular e isso diminui o desempenho e induz o atleta a treinar mais para aumentar o desempenho e, por sua vez, causa ainda mais fadiga. O treinamento de força associado ao treinamento de resistência dentro da especificidade da distância e do tipo de atleta é a chave para prevenir lesões.

Dra. Kelly Cristina Stéfani

Médica ortopedista e triathleta amadora

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ARTROSE DO TORNOZELO E PÉ: COMO TRATAR?

Em primeiro lugar vamos entender o que é ARTROSE.

A artrose é um desgaste das articulações que pode acontecer em todas as articulações do corpo.

A artrose primária ela é um processo fisiológico que acompanha o envelhecimento onde há um desgaste da cartilagem presente nas articulações. Esse desgaste é mais intenso, e portanto mais sintomático, nas  articulações que suportam a carga do corpo (coluna, quadril, joelhos, tornozelos e pés) ou nas que são muito utilizadas como as mãos (em especial o polegar).

A artrose secundária é devido a fraturas intra articulares, em especial as de tratamento cirúrgico. Mesmo quando a fratura é tratada adequadamente através de cirurgia a artrose é uma complicação que pode acontecer. A incidência da artrose pós traumática é mais frequente quando maior a gravidade da fratura.

Após a instalação da artrose no tornozelo o tratamento pode ser: uso de órteses, artrodese (colar duas articulações cirurgicamente) ou prótese de tornozelo. Num artigo anterior eu falei sobre a prótese de tornozelo mas ela não é indicada em qualquer caso, a avaliação individualizada de cada paciente é necessária para saber qual a melhor técnica para o tratamento da dor secundária a artrose pós traumática.

Geralmente, o tratamento da artrose secundária é complexo e deve ser feito preferencialmente pelo especialista em pé e tornozelo.

Sabemos que em Medicina não existe verdade absoluta e nem resultados precisos pois as fraturas têm a influência e um número muito grande de variáveis para atingir o resultado final. E essas variáveis não são constantes e portanto não podemos estabelecer uma “fórmula” ideal para isso.

Todavia, quando o paciente é tratado dessas fraturas de pé e tornozelo pelo especialista da área a chance de desenvolvimento da artrose pós traumática é menor pois uma das variáveis é conhecida: a experiência vivenciada em operar os mesmos tipos de fraturas e todas as suas variáveis envolvidas pelo ortopedista especialista em pé e tornozelo.

Dra.Kelly Cristina Stéfani

Ortopedista e Traumatologista

Especialista em Pé e Tornozelo

Coordenadora do Curso de Especialização em Pé e Tornozelo do HSPE

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Atividade Física para Gestantes

dicas

Uma mulher, quando descobre que está grávida,  descobre também que está em um momento único, em um momento mágico, que é praticamente só dela…

Ela descobre que está gerando “serzinho” muito especial, o mais especial de todos e que ele mau apareceu e já é dono de um amor incondicional.

A partir daí, nossa…quantas mudanças…

Muda seu modo de pensar, de agir, suas preocupações, tudo fica totalmente voltado a essa “criaturinha” que dependerá somente dela por muito tempo.

Logo, aparecem as mudanças físicas, começa a crescer aquela barriguinha, o aumento de peso e consequentemente pode aparecer uma série de desconfortos, como: dores nas costas, nas pernas, inchaços,  etc.

Sabe-se que uma gestante não precisa ficar em repouso, a não ser que ela apresente alguma restrição médica, ela pode e deve praticar atividade física. A mulher deve manter seu pré-natal em dia e somente seu médico pode dizer se ela está apta a praticar exercícios físicos, além disso, é importante que o educador físico saiba trabalhar com gestantes, pois cada período da gestação apresentará especificidades e restrições que deverão ser respeitadas.

O exercício físico pode fazer com que essa mamãe tenha uma gestação muito melhor, pois ele ajudará a controlar o aumento de peso, diminuir as dores na

região lombar, melhorar a circulação sanguínea, aliviar desconfortos intestinais, melhorar a flexibilidade e aumentar força principalmente dos músculos do abdome e quadril, reduzir o inchaço, sem contar na melhora da disposição, saúde e qualidade de vida; além disso, estudos mostram que as mulheres ativas suportam melhor as dores do parto e se recuperam mais rápido também.

Hoje em dia é muito comum encontramos gestantes correndo em parques, fazendo aulas de Bike Indoor, treinando musculação, entre outras coisas que antes causavam um certo espanto.

Mulheres atletas e/ou que já praticam atividades físicas, geralmente podem dar sequência à sua rotina, claro que com algumas simples restrições de movimentos principalmente quando a “barriguinha” começa a aumentar.

No caso  de mulheres que praticam esportes específicos, como artes marciais, ciclismo, esportes com bola, entre outros que podem ocasionar quedas ou algum tipo de impacto ou pressão interna no abdome, na maioria das vezes são orientadas a parar esse tipo de prática visando a segurança dela e do bebê, porém podem continuar praticando outros tipos de exercícios, como: caminhadas, corridas leves, natação, hidroginástica, musculação, aulas de ginástica, Pilates, etc.

Já as que não praticam atividades antes da gestação, algumas vezes tem a orientação de iniciar suas atividades físicas após o terceiro mês e essa atividade deve ser implementada de forma gradativa e confortável. Geralmente as mais recomendadas nesses casos são:

  • inicialmente: hidroginástica, caminhadas, alongamentos, Pilates, Yoga;
  • posteriormente: musculação leve, aulas de ginásticas leve, etc.

Independentemente do caso, mulher atleta, ativa ou não, a atividade física deve ser frequente, bastante confortável e prazerosa.

E então mamãe? Viu só quanta opção de ser uma gestante mais saudável e ficar ainda muito mais bonita e elegante?!

Vamos lá! Mexa-se!!

 

Thaís Alves Santos

Personal Trainer

CREF: 027275-G/S

Trilopez Assessoria esportiva

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Entorses de Tornozelo

entorse tnz

O traumatismo das estruturas ligamentares do tornozelo é uma lesão desportiva bem comum. A maioria dessas lesões ocorre na parte lateral do tornozelo (e geralmente com o pé para dentro). O tipo de entorse mais comum do tornozelo é o entorse que combina os movimentos de plantiflexão (posição do pé no ballet) com inversão (“virar o pé para dentro”). O dano inicial acomete os ligamentos laterais do pé, sendo que eles são compostos por 3 ligamentos diferentes: o talofibular anterior,  o calcaneofibular e o talofibular posterior. De acordo com a intensidade da energia dissipada no entorse os ligamentos são lesionados 1, 2 ou os 3.

Os sinais e sintomas dessa lesão variam de acordo com a gravidade do entorse, os tecidos acometidos e a extensão de seu acometimento. Em geral, são evidentes graus variáveis de dor, edema, hipersensibilidade localizada e incapacidade funcional (incapacidade de realizar as atividades da nossa vida diária).

Após um entorse de tornozelo, a consulta ao médico ortopedista especialista em pé e tornozelo é muito importante, já que ele vai avaliar o grau do entorse, os exames a serem realizados e qual tratamento seguir.

Independente de qual tratamento seguir, o paciente geralmente necessita de um tratamento fisioterapêutico, para seu retorno total às atividades diárias e deportivas.

O tratamento fisioterapêutico para os entorses de tornozelo tem, por objetivo, proporcionar estabilidade dinâmica a uma articulação potencialmente instável. Durante a fase aguda (com imobilização ou não), devemos enfatizar o controle da dor e a manutenção do condicionamento geral do paciente. Geralmente usa-se o gelo (crioterapia) com compressão focal ao redor da parte lateral do tornozelo; eletroterapia para auxiliar na redução do edema e da dor. Dependendo do grau de lesão, os movimentos do tornozelo guiados pelo fisioterapeuta e a marcha com sustentação parcial ou total do peso, e os exercícios isométricos são liberados.

Em uma fase mais intermediária do tratamento, nossa atenção se volta para os ligamentos em fase de cicatrização. A sustentação do peso deverá progredir até o apoio pleno do pé durante a caminhada. Os exercícios evoluem e pode-se inicar treinos em bicicleta estacionária e alguns exercícios de equilíbrio e propriocepção.

Na fase terminal da reabilitação, deverão receber prioridades as atividades progressivas em cadeia cinética fechada com ênfase na restauração da percepção cinestésica e da força do quadril.

Espere um pouco…..Quadril? Entorse de tornozelo?

 

Sim!

Em 1994, Bullock-Saxton (*) nos mostrou que a função dos músculos do quadril é comprometida com as entorses de tornozelo. O recrutamento do músculo glúteo máximo pode ser retardado durante a extensão do quadril (levar a perna toda para trás) durante a caminhada normal; e a fraqueza do músculo glúteo médio pode fazer aumentar o estresse de inversão (“levar o pé para dentro”) imposto ao tornozelo.

Com o paciente quase reabilitado, precisamos treinar os gestos esportivos e evoluir com os treinos de equilíbrio, propriocepção e iniciar os treinos de pliometria (saltos).

Com essa visão mais diferenciada sobre os entorses, conseguimos retornar o paciente às suas atividades com conhecimento para prevenir futuras lesões, além de integrar melhor sua propriocepção corporal.

 

(*)Bullock-Saxton, J.E (1994): Local sensation and altered hip muscle function following severe ankle sprain. Phys Ther., 74:17-31

Izabel Tavares

Fisioterapeuta Esportiva

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Estabilização Segmentar Dinâmica da Coluna Vertebral – O que é?

estabilização de coluna

Hoje em dia, muitos de vocês já ouviram um Fisioterapeuta, um Educador Físico ou um Médico dizendo: “Precisamos trabalhar seu CORE” “Este paciente precisa de uma Estabilização de tronco (ou de coluna)”. Mas o que isso significa?

O sistema de estabilização da coluna vertebral consiste de três subsistemas. As vértebras, os discos, e ligamentos constituem um subsistema passivo. Toda musculatura e tendões ao redor da coluna que podem aplicar forças a ela, constituem um subsistema ativo. Os nervos e o SNC (Sistema Nervoso Central) formam o subsistema neural, que determina a necessidade da estabilização da coluna pelo monitoramento dos vários sinais nervosos e direciona o subsistema ativo para que seja providenciado a estabilização necessária.

Qualquer disfunção de qualquer componente dos subsistemas pode levar a uma ou várias dessas três possibilidades:

  • Uma resposta imediata dos outros subsistemas para compensar;
  • Uma adaptação a longo prazo de um ou mais subsistemas;
  • Uma lesão em um ou mais componentes de qualquer subsistema.

Já é um conceito que a primeira resposta (a um estímulo, isto é, um movimento, um exercício, etc) resulta de uma função normal; a segunda resposta leva à função normal – mas com um sistema estabilizador alterado; e a terceira resposta leva à disfunção do sistema de estabilização como um todo, produzindo, por exemplo, dor lombar.

Em situações onde uma carga adicional (musculação, carregar uma mala) ou posturas complexas são antecipadas, a unidade de controle neural pode alterar  a estratégia de recrutamento muscular (quais músculos vão ser utilizados), com o objetivo temporário de aumentar a estabilidade da coluna além do normal.

Por isso, é importante trabalhar os músculos da coluna, as posturas e até o planejamento de nossas atividades para que futuras lesões e/ou dores nas costas sejam prevenidas e/ou tratadas. Isso é o que chamamos de uma verdadeira reeducação postural – Ossos, músculos, ligamentos, sistema nervoso central trabalhando em conjunto e de maneira harmoniosa para garantir sua força e estabilidade de tronco. O fisioterapeuta consegue trabalhar isso com seu paciente através do atendimento individualizado na Cinesioterapia, no Pilates solo e aparelhos, no Treinamento Funcional e no RPG. Converse com seu Fisioterapeuta e veja qual a melhor opção para o seu caso.

Fisioterapeutas Esportivas

Izabel Tavares

Karina Palla,

kpalla@institutokellystefani.com.br

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Atuação da Fisioterapia nas Úlceras de Pressão

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A Secretaria de Estado da Saúde – SES-SP promoveu no dia 5 de maio o seu I Simpósio Multidisciplinar de Prevenção e Tratamento de Feridas, direcionado às equipes multiprofissionais de saúde.

Neste dia, tivemos a minha participação (fisioterapeuta Izabel Tavares  em nome da UNIFESP) na mesa redonda “Dilema da não cicatrização” e participei com a palestra: “O Papel do Fisioterapeuta na prevenção e no tratamento das Úlceras de Pressão.”

As Úlceras de Pressão, também chamadas de escaras, úlceras de decúbito, ou até úlceras de leito são feridas causadas por pressão contínua em alguma região do corpo (por exemplo, o calcanhar apoiado na cama). Essa pressão interrompe o fluxo sangüíneo da pele, levando a necrose e subsequente eritema, bolhas, ulcerações até lesões com escaras.

Os locais mais comuns onde ocorrem as úlceras são:

  • Ísquios (24-50%)
  • Sacrococcígea (23%)
  • Trocantérica (15%)
  • Calcânea (8%)
  • Maleolares (7%)
  • Cotovelos (3%)
  • Occipital e escapular (1%)

A pressão média da nossa pele e de 25mmHg. Pressões externas maiores que 30mmHg podem destruir os vasos sangüíneos.  Alguns fatores podem facilitar o aparecimento das úlceras, eles são divididos em:

Fatores extrínsecos:

  • Pressão
  • Fricção
  • Cisalhamentos
  • Umidade

E fatores intrínsecos:

  • Imobilidade
  • Alterações de sensibilidade na pele
  • Idade avançada
  • Deficiências nutricionais

As úlceras de pressão também são divididas por graus de severidade:

  1. Resposta inflamatória aguda = um eritema em pele íntegra, persistente mesmo após o alívio da pressão.
  2. Perda tecidual da epiderme e/ou derme = úlcera superficial, bolhas, abrasões, crateras rasas.
  3. Comprometimento do tecido cutâneo profundo até a fáscia muscular = perda completa da pele.
  4. Destruição extensa dos tecidos = ulceração completa com tração excessiva, necrose tecidual, dano ao músculo e ossos.

No paciente internado ou em pacientes acamados em casa ou instituição, o Fisioterapeuta têm grande atuação, principalmente nas mudanças de decúbito, ou seja, mudar a posição do paciente na cama, pelo menos de 2 em 2 horas (atividade compartilhada com a Enfermagem); realizando exercícios ativos/assistidos/passivos comuns à Fisioterapia motora; observar o estado geral do paciente e a integridade da pele para evitar a formação de novas úlceras e para acompanhar o fechamento das úlceras já existentes; e a saída do leito/cama precoce, ou seja, assim que possível depois da cirurgia.

O tratamento realizado pela fisioterapia também pode incluir o uso de alguns aparelhos:

Laser de Baixa Intensidade: Atua na pele aumentando a migração de fibroblastos (células de cicatrização), e consequentemente a formação de colágeno, que é promovido pela dilatação dos vasos sangüíneos, gerando melhores condições para a cicatrização rápida da úlcera. Ele possui algumas contra-indicações em pessoas com neoplasia diagnosticada, focos infecciosos e gestantes.

Ultra-som terapêutico: Em modalidade de penetração profunda, é uma forma de energia mecânica que consiste em vibrações de alta frequência. Isso acelera a cicatrização da ferida pois aumenta a fase inflamatória, estimulando células (macrófagos) a liberarem fatores de crescimento e agentes químicos que são necessários para o desenvolvimento de um novo tecido conjuntivo, ou seja, pele nova.

 

Sempre devemos lembrar que o mais importante para o tratamento do paciente é a presença de uma equipe multiprofissional, ou seja, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, entre outros; trabalhando juntos em busca de um só objetivo: o bem-estar do paciente.

 

Isabel Tavares

Fisioterapeuta Esportiva

www.institutokellystefani.com.br

 

 

 

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ENTENDA O QUE É VALGO DINÂMICO E COMO PODE INFLUENCIAR NO SURGIMENTO DE LESÕES

O valgo dinâmico do joelho é uma alteração biomecânica envolvendo todo o membro inferior, causando diferentes problemas a curto e longo prazo. Quando a causa tem inicio no quadril, torna-se uma cadeia descendente de disfunções no membro inferior.

Caracteriza pelo movimento excessivo de adução de quadril, rotação medial (joelho para dentro) e hiperpronação de calcâneo (pisada para dentro), durante o andar, descer degraus e correr por exemplo.
Pode ser causado pela fraqueza muscular dos glúteos, transverso do abdome, multífidos (CORE); eles têm função de estabilizar pelve, tronco e membro inferior, evitando movimentos errados durante a caminhada e corrida.
Em especial o glúteo médio, possui grande importância neste caso, ele impede que a pelve contralateral fique mais baixa, “caia” durante a fase de apoio do pé no chão (como marcado na foto), desencadeando sobrecarga na articulação do joelho.
Surgindo lesões do tipo síndrome trato íliotibial (dor em queimação e/ou rigidez no compartimento lateral do joelho), síndrome femoropatelar (dor anterior no joelho) entre outras.
valgo jpeg

 

Por isso é importante o fisioterapeuta avaliar o atleta dinamicamente, ou seja, observar o alinhamento do membro inferior e tronco no momento da corrida, seguido de exercícios educativos e de fortalecimento muscular, com objetivo de corrigir o valgo dinâmico, prevenindo as lesões. Veja alguns exercícios comprovados cientificamente que melhor recruta os músculos estabilizadores do valgo dinâmico

valgo joelho

Fisioterapeutas Esportivas

Verônica Erbst,

verbst@institutokellystefani.com.br

Karina Palla,

kpalla@institutokellystefani.com.br

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Smoothie – Aproveite a ultima semana do verão

smoothies

Esta estação quente e festiva vem chegando ao final e nada melhor do que aproveitar a temperatura para se refrescar aprendendo a fazer smoothie  equilibrados e nutritivos.

 

O Norte Americano smoothie é como a nossa vitamina de frutas, porém com frutas congeladas ou frutas mais gelo, o que garante à preparação uma textura de milk shake, mas com todas as propriedades nutritivas das frutas e menos calorias que as gorduras dos sorvetes.

 

Esta preparação refrescante pode ser acrescida de iogurte desnatado ou leite de castanhas para ser usado em um lanche, assim como farelo de aveia, semente de linhaça, biomassa de banana verde e chia para acrescentar mais fibra e saciedade colaborando com mais benefícios para esta escolha nutritiva.

 

A combinação dos ingredientes é importante para determinar a hora certa para esta bebida, atribuindo mais ou menos calorias e deixando essa bebida uma boa opção para um café da manhã ou um lanche da tarde ou mesmo um lanche mais simples.

 

Estas escolhas podem ainda preparar uma bebida mais antioxidante se usar frutas vermelhas ou mais diurética se usar água de coco, abacaxi, melão, gengibre, beterraba ou mesmo chás como o verde e o de hibisco.

 

 

Preparando um Smoothie

  • Escolha as frutas, versões menos calóricas – use frutas vermelhas, melão, limão, maracuja, acerola, abacaxi, água de coco ou use apenas 1 fruta, versões mais calóricas – banana, manga, abacate ou mais de 1 porção de frutas
  • Garanta a textura, use frutas congeladas ou adicione de gelo feito de água ou de água de coco ou de chá ou de iogurte ou leite de castanhas.
  • Acrescente fibras (farelo de aveia, biomassa de banana verde, chia)
  • Acrescente proteínas (lanches maiores, café da manhã pós atividade física) iogurte desnatado, leite de amêndoas ou outra castanha, leite de soja.
  • Acrescente propriedades diuréticas água de coco, abacaxi, melão, gengibre, beterraba ou mesmo chás como o verde e o de hibisco.
  • Bata todos os ingredientes selecionados no liquidificador em velocidade media, até que o gelo ou ingrediente congelado esteja totalmente misturados, garanta que a preparação esteja na textura mais firme que a de um milk shake e consuma imediatamente após.

 

 

Algumas Receitas

 

Smoothie Antioxidante

  • 1 xícara de suco de laranja
  • ½ xícara de mirtilo
  • 5 morangos congelados
  • 4 pedras de gelo chá de hibisco

 

Smoothie relaxante

  • 1 xícara de suco de maracuja
  • 2 fatias de abacaxi sem o miolo
  • 3 pedras de gelo de chá de camomila
  • ½ iogurte desnatado congelado
  • 1 col de chá de mel

 

Smoothie TPM

  • 1 banana congelada
  • 10 amêndoas hidratadas e sem a pele
  • 1 colher de sobremesa de farelo de aveia
  • 300ml de água de coco
  • 1 col café de canela

 

Smoothie pele de pêssego

  • suco de 1 laranja
  • 2 colheres de sopa de abacate
  • 1 colher de sopa de flocos de quinoa
  • 1 xícara de leite de soja original não trangênico
  • 200ml de água de coco congelado
  • 1 col chá de cacau em pó

 

Smoothie Pós treino

  • 1 iogurte desnatado não adoçado
  • 1 xícara de suco de framboesa
  • 1 banana congelada
  • 1 colher de sopa de flocos de quinoa
  • 1 col chá de mel
  • 2 pedras de gelo

Fernanda Palma

Nutricionista Esportiva

fpalma@institutokellystefani.com.br

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LESÃO DO MANGUITO ROTADOR NO OMBRO DE ATLETAS

 

O que é manguito rotador (MR)?

 

O manguito rotador é um complexo muscular do ombro, formado por quatro músculos, supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor, seus tendões se inserem na região proximal da cabeça do úmero. Tem como função, manter a estabilização do ombro através da contração muscular. São essenciais para o bom funcionamento do ombro, no movimento de elevação do braço e rotação medial e lateral.

CAUSA E SINTOMAS

As lesões do ombro ocorrem por meio traumático (traumas diretos sobre a articulação, por exemplo, luxação, fratura) ou atraumático (sem contato direto sobre o ombro, tendinites). A maioria das lesões de ombro em atletas é o resultado de uma atividade repetitiva realizada acima da cabeça (vôlei, tênis, handball, natação).

Os tendões do manguito rotador são pouco vascularizados (recebem pouco sangue). É muito importante o fornecimento de sangue para um tecido, pois o sangue carrega os nutrientes necessários para a manutenção e reparação do tecido. De modo que, do contrario os tecidos ficam mais propensos à degeneração. Esta degeneração pode ser acelerada pelos gestos repetitivos exigidos no esporte praticado (atraumático).

É comum acontecer com atleta que faz movimento de abdução com rotação externa ou interna (braço acima da cabeça com cotovelo dobrado) do ombro, repetitivamente. Os músculos tem um grande volume de estresse durante a atividade esportiva (arremesso, saque e “braçada”) no caso da natação, levando a microtraumas no tendão, somado a pouco fornecimento de sangue para a reparação tecidual, surgem as tendinites e bursites (inflamações dos tendões e bursas) e por fim as rupturas (parciais ou totais) de um ou de todos os tendões do manguito rotador. As tendinites geralmente são mais frequentes em atletas jovens, enquanto as rupturas (parciais ou totais) em esportistas acima de 40 anos de idade.

Deste modo os músculos do MR não conseguem manter sua capacidade de estabilização do ombro através de sua contração muscular, podendo fazer com que o atleta perca a potência muscular nas atividades (lesão aguda e completa). Já nos casos de lesão crônica (mais antiga) pode haver adaptação de outros músculos para compensar os tendões lesionados, tendo pouca perca de força. O principal sintoma da lesão é a dor, na região do ombro que se desce para o braço, região cervical e para trás do ombro (escápula).

TRATAMENTO

fortalecimento do manguito rotador é de total importância na prevenção e tratamento das lesões de ombro em atletas praticantes de esportes que solicitem muito da articulação do ombro. Também fortalecer os músculos da cintura escapular (inserem-se na escápula) entre eles, serrátil anterior, trapézio inferior, rombóide.

Quando já ocorreu a lesão, a fisiorerapia tem como objetivo, promover controle da dor e quadro inflamatório com recursos de eletroterapia (laser, ultra-som, TENS), além de crioterapia (gelo) e técnicas de terapia manual.

Após melhora da dor, progredimos para o fortalecimento muscular do manguito rotador, peitorais e dorsais para equilibro mecânico do ombro, como já citado acima. Por fim, exercícios específicos do esporte, até que tenha alta para retorno para atividade esportiva.

Procure um médico ortopedista esportivo qualificado e previna as lesões e o afastamento do esporte.

 

Verônica Erbst e Karina Palla

Fisioterapeutas Esportivas

verbst@institutokellystefani.com.br

kpalla@institutokellystefani.com.br

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Prótese de tornozelo – uma nova realidade no Brasil

A artrose é o envelhecimento natural das articulações e ocorre em todas as pessoas a partir dos 40-50 anos de idade e é chamada de artrose primária. Outra forma de artrose é aquela que acomete a articulação depois de uma fratura intra articular e é chamada de artrose secundária.

Com a evolução da artrose a cartilagem que compõe todas as nossas articulações vai ficando gradativamente mais fina e incia-se o processo de dor no local acometido e por vezes dificuldade de movimento.

As articulações dos membros inferiores são as mais acometidas devido a carga de peso que elas suportam: quadril, joelho, tornozelo e coluna lombar.

A artrose de quadril e joelho tem sido tratada, há muitos anos com sucesso, com próteses metálicas que substituem as articulações visando a melhora da dor e da função da articulação acometida. Em última análise o paciente deambula normalmente e sem dor.

A prótese de tornozelo foi desenvolvida mais recentemente dentro dos estudos na Ortopedia e só foi autorizada para utilização no Brasil  pela ANVISA em 2014.

Historicamente ela foi desenvolvida nos anos 70 e a primeira e a segunda gerações tiveram resultados insatisfatórios. Na década de 90 a terceira geração da prótese apresentou mais mobilidade para o tornozelo com melhores condições de marcha e consequentemente melhores resultados e a partir deles esse procedimento ganhou mais credibilidade em diversos centros no mundo.

Desde então as publicações científicas correlacionadas com esse tema aumentaram muito na literatura técnica.

Com a aprovação pela ANVISA em 2014 temos a disponibilidade no Brasil de utilização da prótese de tornozelo, entretanto não é uma possibilidade para toda e qualquer artrose da articulação.

As indicações para utilização da prótese de tornozelo estão descritas na literatura científica e  são precisas, apenas o  médico ortopedista especialista em pé e tornozelo com treinamento nessa nova técnica poderá ajudá-lo.

Eu tive a oportunidade de conhecer as 2 próteses em workshop de Congressos. E depois de muita leitura científica escolhi uma delas para meu aprendizado. Fiz meu treinamento em laboratório de cirurgia em cadáver e fui para o exterior conhecer o ortopedista que desenhou e desenvolveu uma das próteses e que tem experiência de 10 anos com esse modelo de prótese. Participei de cirurgias com a equipe desse médico e conheci a fábrica onde as próteses são feitas. Hoje me sinto capacitada para fazer esse tipo de cirurgia nova no país.

Uma nova realidade no Brasil que poderá auxiliar muitos pacientes desde que muito bem indicada.

Atualmente possuímos duas próteses autorizadas pela Anvisa:

1. TARIC da Implantcast da Alemanha

 

 

 

2. CORIN da Zenith da Inglaterra

 

Dra.Kelly Cristina Stéfani

kstefani@institutokellystefani.com.br