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Aula sobre lesões do Triathlon no Congresso da Academia Americana de Ortopedia (AAOS) 2018

No dia 10 de março eu fui convidada para dar uma aula no Congresso Americano de Ortopedia (AAOS) em New Orleans.

O tema que me pediram para falar foi: “Perspectiva da América do Sul: lesões no triathlon.”

Na aula contei um pouco da história do triathlon que é um esporte relativamente novo e tem suas raizes na França em 1920 com uma prova sem paradas de corrida/ciclismo e natação chamada “Le trois sports”.

Pela primeira vez chamado de triathlon  com natação/ciclismo/corrida foi uma prova que aconteceu no dia 25 de setembro de 1974 em Mission Bay, San Diego, California. Essa é a dta considerada o aniversário do triathlon moderno. Havia 46 pessoas para completar um evento multiesportivo que consistiu em 500 yard de natação,  5 milhas de ciclismoe e 6 milhas de corrida.

O Ironman nasceu em 1978 como uma forma de desafiar atletas que tiveram sucesso em natação de resistência e eventos de corrida. Judy e John Collins, um casal da Marinha, com base em Honolulu, propuseram combinar as três corridas de resistência mais duras em Hawaii:  2.4  milhas Waikiki Roughwater Swim, 112 milhas da Around-O’ahu Bike Race e  26,2 milhas da  Marathon Honolulu em um evento. Em 18 de fevereiro de 1978 , quinze pessoas competem com o primeiro IRONMAN.

No início de 1982  a emissora ABC  transmitiu o IRONMAN e havia aproximadamente  600 atletas competindo. Esse número aumentou para mais de 2000 em 2018 , quando esta corrida irá comemora o 40º aniversário.

A União Internacional de Triatlo (ITU) foi fundada em 1989  como órgão governamental internacional do esporte e fez sua estréia no programa olímpico nos Jogos de Sydney em 2000 na distância olímpica.

Associada à tendência da consciência da saúde e bem estar, o triatlo estabeleceu-se como um esporte para massas. Há poucos trabalhos sobre esse esporte especificamente. No entanto, é o único esporte onde os profissionais e os amadores competem na mesma prova, não importando a distância dela.
Na literatura sabe-se que o principal fator de risco para lesão no triatlo não profissional é a participação em um evento de triatlo competitivo.

Foi muito interessante falar dessas lesões para uma platéia de ortopedistas do mundo todo uma vez que isso é o que atendo diariamente no meu consultório, além do fato de eu também ser uma triathleta amadora.

É muito importante observar que o triathlon é um esporte não três. Assim, quando o cirurgião ortopedista vê as lesões, ele deve entender todas as demandas dessa atividade física para entender a causa da lesão e fazer o tratamento na direção certa.

As lesões por uso excessivo representam a maior porcentagem de lesões relacionadas ao esporte que exigem tratamento médico. Os hábitos de treinamento são extremamente variáveis e não diretamente relacionados à incidência ou ao tipo de lesão.

As lesões de “overuse” são a causa relatada em 41% das lesões e  2/3 delas ocorrem durante a corrida. Os locais mais freqüentemente afetados são o tornozelo / pé, coxa, perna. A incidência de lesão não está relacionada com a quantidade média de treinamento ou competição semanal, intensidade ou freqüência de treinamento.

As lesões dependem da fadiga muscular e isso diminui o desempenho e induz o atleta a treinar mais para aumentar o desempenho e, por sua vez, causa ainda mais fadiga. O treinamento de força associado ao treinamento de resistência dentro da especificidade da distância e do tipo de atleta é a chave para prevenir lesões.

Dra. Kelly Cristina Stéfani

Médica ortopedista e triathleta amadora

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COMO ESCOLHER UM TÊNIS DE CORRIDA – NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO

coluna-kelly-novembro

Assisti o  vídeo do Gustavo Maia de 19-01-2107 com o tema: Tênis para tipos de pisada e drop de tênis (uma opinião). Tênis para tipos de pisada e drop de tênis (uma opinião).

Ele deu a opinião dele como corredor e jornalista que conversou com vários profissionais. Um dos profissionais que ele conversou foi comigo.

Vamos falar agora de como escolher um tênis de corrida do ponto de vista de uma ortopedista especialista em pé e tornozelo / medicina esportiva e  triathleta.

Em primeiro lugar você precisa de uma avaliação de um ortopedista de sua confiança para entender quais suas características anatômicas e biomecânicas que irão influenciar na decisão final.

Não existe uma “receita de bolo” e sim a individualidade e especificidade.

O apelo da mídia e as estratégias de marketing são armadilhas comuns atualmente, então é importante que você tenha análise crítica nas leituras nas diversas formas de comunicação atual.

Muitas marcas simplesmente fazem seus tênis na China baseados apenas em design e colocam suas marcas e apostam em estratégias agressivas de marketing. Outras marcas investem em pesquisa e realmente utilizam materiais de qualidade na confecção de seus calçados. O seu ortopedista saberá indicar e te orientar nesse quesito. Hoje existe uma revista cientifica especializada em calçados, onde as conclusões são baseadas em testes biomecânicos adequados e não em “achismos”.

Já li várias matérias na internet e até livros que citam publicações científicas com interpretação errônea. Muito cuidado com o que você lê e acredita!!! Outro aspecto é olhar de forma critica para as publicações científicas. Eu sou orientadora de teses de mestrado e doutorado na área de pé e tornozelo e editora de uma Revista Científica especializada em pé e tornozelo e entendo que trabalhos científicos são para a comunidade científica e não para leigos. Simplesmente porque a comuniddade leiga não tem informações técnicas para interpretar o que o trabalho está dizendo ou até mesmo avaliar a qualidade técnica daquele trabalho científico. Outro fator importante é que um trabalho científico publicado não significa que é uma verdade absoluta!!! Primeiro os trabalhos devem ser metodologicamente estruturados, senão as afirmações finais podem não ser verdadeiras. Segundo, eles têm que ter aplicabilidade prática e não ser apenas teóricos e funcionarem em laboratório. Portanto, o ortopedista especialista em pé e tornozelo que trabalhe com atletas tem as informações técnicas para interpretar esses trabalhos e “traduzir” para a linguagem leiga a importância e o significado desses trabalhos para o paciente em questão.

Cuidado com lojas especializadas em tênis, pois o vendedor não é qualificado para indicar o tênis adequado para você. Por exemplo, os comuns testes de baropodometria estática não tem nenhum significado técnico para escolha do tênis e uma esteira na loja para você correr não necessariamente irá ajudar na escolha. A avaliação do gesto esportivo deve ser feita por um profissional qualificado e é associada a outros critérios.

Mas algumas dicas são úteis:

  1. NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!!! INDIVIDUALIDADE É A PALAVRA CHAVE!!!
  2. Cada corredor tem uma pisada: neutra, supinada ou pronada. Isso se assemelha a cada pessoa ter uma cor de cabelo: preto, loiro e vermelho. Ou seja, são características individuais. Falar que o tênis neutro é melhor é a mesma coisa que mandar todos loiros e ruivos tingirem o cabelo de preto é que normal!!! Não tem sentido!!!
  3. TÊNIS NEUTRO NÃO GERA MENOS OU MAIS LESÃO!!!!
  4. O tipo de pisada (determinado pelo ortopedista) é importante, mas coadjuvante na escolha, a biomecânica da corrida é mais importante. Na dúvida opte pelo tênis de pisada neutra.
  5. O gesto esportivo: aterrisagem com o retropé ou com o mediopé são características pessoais e estão correlacionadas com peso, altura, idade, potência de massa muscular, nível de treinamento, memória muscular (desde quando você pratica atividade física???). O gesto pode ser treinado e aprimorado, sem dúvida, com ajuda de um educador físico e ou fisioterapeuta, entretanto um corredor adulto modificar a aterrisagem de retropé para mediopé e extremamente improvável.
  6. Escolher o tipo de amortecimento: corredores mais pesados, com menor potência muscular e com aterrisagem no retropé necessitam de maior amortecimento e não se beneficiam de tênis leves e minimalistas. Em contra partida os corredores mais rápidos são os que têm menor gasto energético para executar a passada e têm gesto esportivo melhor. Esses corredores podem ser candidatos a utilizarem tênis minimalistas.
  7. O drop do tênis não deve ser elevado, pois senão é como correr de “salto alto”. Os corredores que aterrissam com o retropé precisam de um drop maior os que aterrissam com o médio pé nem tanto.
  8. O tênis deve ser flexível, mas estruturado para proteger e dar estabilidade para o pé e tornozelo.
  9. Correr descalço é válido para quem anda o dia todo descalço, caso contrário não faz sentido
  10. Sempre consulte seu ortopedista de confiança especialista em pé e tornozelo pois ele é o profissional mais qualificado para te auxiliar na escolha do melhor tênis baseado em suas características individuais.

 

Bons treinos, sem lesões!!!

Dra.Kelly Cristina Stéfani

Ortopedista especialista em pé e tornozelo/medicina esportiva

Triatheta amadora na distância Ironman

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Fisioterapia: prevenção, recuperação e melhor rendimento

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Normalmente a fisioterapia é relacionada a recuperação de lesões. Mas esta afirmação está errada. Tão importante quanto um bom acompanhamento de um educador físico na prescrição do treino, é a presença do fisioterapeuta para realizar uma avaliação detalhada identificando possíveis alterações motoras que podem tornar-se fatores de risco para possíveis lesões traçando a melhor conduta em termos de prevenção.

A fisioterapia é fundamental na preparação e prevenção de um atleta, sendo ele alto rendimento, profissional, amador ou sedentários que estão começando ou voltando a se exercitar. O atleta sofre com dores após os treinamentos ou competições, o grande benefício proporcionado pela fisioterapia, é o alívio e a recuperação acelerada dessas dores, muitas vezes causadas por tensões musculares da prática esportiva. Com a intensidade de treinos os músculos trabalham por um período prolongado, ficando muitas vezes fadigados e tensos.

A dor faz parte da vida de qualquer modalidade esportiva porém nunca deve fazer parte do atleta. Na verdade, deve ser encarada como a única forma que o corpo tem de se comunicar e mostrar que algo não está bem.

Na fisioterapia trabalhamos o relaxamento e a liberação dessas tensões recuperando o atleta de forma que ele retome aos treinamentos sem dores o mais breve possível e que melhore o desempenho esportivo e qualidade de vida.

O Alongamento pelo seu conceito de um bom efeito no desempenho esportivo, gera forte o suficiente para melhora funcional das articulações e dos músculos, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além do aumento da amplitude do movimento e flexibilidade pode se tratar de um fator importante na evolução do treinamento e melhor rendimento.

O Fortalecimento para ser completo, o atleta deve incluir movimentos que trabalhem abdômen, costas e glúteos garantindo melhor performance muscular, promovendo equilíbrio e controle do corpo.

A Massagem Desportiva pré prova proporciona a musculatura para o dia da competição, é uma massagem que estimula a musculatura promovendo a vasodilatação sanguínea e auxilia na preparação mental na participação esportiva. A Massagem Desportiva pós prova será para recuperar as fibras musculares, irá ajudar a promover relaxamento muscular, articular e na liberação de substâncias como o ácido lático. A massagem funcional desportiva pré e pós prova de corrida deve ser personalizada para cada atleta e os estímulos dependem da fase de treinamento/competição e de cada modalidade.

A Massagem Funcional Esportiva é uma técnica personalizada que circula a profundidade do Shiatsu com objetivo de restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre corpo e mente, o cansaço emocional e desequilíbrio energético.

Stretching Global Ativo, conhecido como SGA uma técnica de alongamento global visando o próprio gesto esportivo que funciona como o RPG (Reeducação Postural Global), porém de forma especializada e individualizada melhorando a postura e suas compensações.

Análise Biomecânica na Corrida proporciona ao atleta detectar déficits e desalinhamentos de impacto, frequência e amplitude do movimento da passada na corrida, sendo conduzida a um programa de análise do movimento.

Fisioterapia preventiva e na reabilitação favorece técnicas específicas com o propósito de recuperar, sanar e devolver o atleta para a prática esportiva visando a recuperação dos treinos e provas, na prevenção de lesões e preparação para competições e reabilitação, restaurando o desempenho nas corridas. Agende um horário com seu fisioterapeuta, e garanta um melhor rendimento nas competições esportivas.

Claudia Silva (Fisio Run)

Fisioterapeuta Crefito: 3/148660F

Trilopez Assessoria Esportiva

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Atividade Física para Gestantes

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Uma mulher, quando descobre que está grávida,  descobre também que está em um momento único, em um momento mágico, que é praticamente só dela…

Ela descobre que está gerando “serzinho” muito especial, o mais especial de todos e que ele mau apareceu e já é dono de um amor incondicional.

A partir daí, nossa…quantas mudanças…

Muda seu modo de pensar, de agir, suas preocupações, tudo fica totalmente voltado a essa “criaturinha” que dependerá somente dela por muito tempo.

Logo, aparecem as mudanças físicas, começa a crescer aquela barriguinha, o aumento de peso e consequentemente pode aparecer uma série de desconfortos, como: dores nas costas, nas pernas, inchaços,  etc.

Sabe-se que uma gestante não precisa ficar em repouso, a não ser que ela apresente alguma restrição médica, ela pode e deve praticar atividade física. A mulher deve manter seu pré-natal em dia e somente seu médico pode dizer se ela está apta a praticar exercícios físicos, além disso, é importante que o educador físico saiba trabalhar com gestantes, pois cada período da gestação apresentará especificidades e restrições que deverão ser respeitadas.

O exercício físico pode fazer com que essa mamãe tenha uma gestação muito melhor, pois ele ajudará a controlar o aumento de peso, diminuir as dores na

região lombar, melhorar a circulação sanguínea, aliviar desconfortos intestinais, melhorar a flexibilidade e aumentar força principalmente dos músculos do abdome e quadril, reduzir o inchaço, sem contar na melhora da disposição, saúde e qualidade de vida; além disso, estudos mostram que as mulheres ativas suportam melhor as dores do parto e se recuperam mais rápido também.

Hoje em dia é muito comum encontramos gestantes correndo em parques, fazendo aulas de Bike Indoor, treinando musculação, entre outras coisas que antes causavam um certo espanto.

Mulheres atletas e/ou que já praticam atividades físicas, geralmente podem dar sequência à sua rotina, claro que com algumas simples restrições de movimentos principalmente quando a “barriguinha” começa a aumentar.

No caso  de mulheres que praticam esportes específicos, como artes marciais, ciclismo, esportes com bola, entre outros que podem ocasionar quedas ou algum tipo de impacto ou pressão interna no abdome, na maioria das vezes são orientadas a parar esse tipo de prática visando a segurança dela e do bebê, porém podem continuar praticando outros tipos de exercícios, como: caminhadas, corridas leves, natação, hidroginástica, musculação, aulas de ginástica, Pilates, etc.

Já as que não praticam atividades antes da gestação, algumas vezes tem a orientação de iniciar suas atividades físicas após o terceiro mês e essa atividade deve ser implementada de forma gradativa e confortável. Geralmente as mais recomendadas nesses casos são:

  • inicialmente: hidroginástica, caminhadas, alongamentos, Pilates, Yoga;
  • posteriormente: musculação leve, aulas de ginásticas leve, etc.

Independentemente do caso, mulher atleta, ativa ou não, a atividade física deve ser frequente, bastante confortável e prazerosa.

E então mamãe? Viu só quanta opção de ser uma gestante mais saudável e ficar ainda muito mais bonita e elegante?!

Vamos lá! Mexa-se!!

 

Thaís Alves Santos

Personal Trainer

CREF: 027275-G/S

Trilopez Assessoria esportiva

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COMEÇO DE ANO X TREINAMENTO

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As festas de final de ano acabaram, aqueles jantares e almoços finalmente chegaram ao fim, as promessas de início de ano foram feitas e depois de alguns dias finalmente o ano começou, mesmo que popularmente o ano comece após o carnaval, o ano já começou e com ele vem aquela vontade imensa de treinar, recuperar o condicionamento físico perdido, diminuir aqueles indesejáveis quilos adquiridos e retomar ao velho e bom ritmo de prova ou quem sabe a melhora do mesmo.

Porém é justamente nessa fase que acontece os maiores erros dos atletas amadores, propiciando algumas lesões articulares e musculares. Pois o atleta acha que está bem condicionado, negligência o tempo que ficou parado e retoma aos treinos com força total, infelizmente uma somatória de erros muito comum.

Nessa fase, devemos priorizar o ritmo leve nos treinos, dar preferência aos treinos de menor volume e baixa intensidade, enfatizar os treinos contínuos, variar os percursos nas modalidades específicas, aumentar a importância do fortalecimento geral, alternar locais de treinos, no caso do treinador, esse deve optar pela mudança na metodologia de treinamento, favorecendo que o atleta use o esporte como relaxamento e sem tantas cobranças com tempos ou demais marcadores de intensidade.

Esse período de treinamento é chamado de fase de base e vai até meados de fevereiro, claro que vai depender do objetivo e qual prova pretende fazer, após essa fase inicia o período competitivo, onde se muda todo conceito de trabalho e estratégia de treinamento, visando á melhora nas competições ou simplesmente completar a mesma, vai depender muito do nível do atleta e histórico esportivo.

Converse sempre com seu treinador, exponha seus objetivos, mesmo que esse objetivo seja realizado com anos de treinamento, dessa forma o treinador montará seu programa de treinamento e conduzirá os mesmos com maior segurança e menor risco de lesão.

Bom ano, boas competições e bom retorno aos treinos!!!

 

Abraços…

Prof. Gabriel Abreu

Trilpopez assessoria esportiva

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SER UM MARATONISTA

Paulo Trilopez
    Tudo começa na Grécia , onde o Grego Pheidíppedes percorreu 40km entre as cidades de Maratona e Atenas para dar a notícia da vitória grega sobre os persas,em 490 AC,ele fez o  anúncio e morreu. A partir daí tornou-se um HERÓI. Atualmente é esse mesmo sentimento de quem completa uma Maratona.
Em 1896,  nos jogos olímpicos, foi realizada a primeira maratona com 40km e em 1908 foi acrescido 2.195 mts pois a família real queria que a maratona passasse em frente aos jardins do castelo de Windsor. A distância de 42,195 km é a utilizada até os dias de hoje.
Então vamos lá para as minhas dicas:
1 .Arrume um professor de educação física para montar os treinos, não faça sem orientação ;
2 .Escolha uma maratona fácil para ser a primeira como por exemplo Porto Alegre,Florianópolis, Buenos Aires, Amsterdã; pois são maratonas planas
3 .Faça seus exames médicos
4 .Antes de correr uma maratona você deve ter realizado provas de 10km,15km, 10 Milhas, 21 km ou seja meia Maratona.
5 .Compre vestimentas adequadas, tênis para seu tipo de pisada e para Maratona.
6 .Tenha um nutricionista, pois seus hábitos alimentares devem mudar.
7 .No caso de surgir uma lesão ,dores. procure um ortopedista . Nunca se medique para passar a dor e nós professores de educação física NÃO SOMOS MÉDICOS..nem pergunte o que tomar . Minha sugestão é que vá ao médico isso sim é minha orientação.
8 .Cumpra a risca os treinos de volume 20km,25km ,28km,  30 km, 32 km..
    E sem tempo ruim…treino com chuva ,sol, frio…cedo..horas e horas…treinos assim mostram força de vontade,disciplina,perseverança,foco , concentrarão e alegria . são qualidades de um MARATONISTA.
   Chegou o dia ..LARGOU !!! Ao completar …você se tornou um MARATONISTA… e vai se sentir…
               UM HERÓI GREGO !!! Valeu o sacrifício  PARABÉNS !!!
Prof. Paulo Santana
Trilopez Assessoria Esportiva
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LONGAS DISTÂNCIAS, ESTOU REALMENTE PREPARADO?

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As corridas de longas distâncias vêm se popularizando anos após anos. Atletas amadores estão aderindo as corridas de 21km, maratona (42km) e até ultra-maratonas, são chamadas assim quando ultrapassam os 42km. No triathlon, não é diferente, realizam as provas nas distâncias short (750mts de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida) e já se equipam com bikes de última geração, compram tênis que os campeões usam, roupa de borracha da última moda e pronto, acham que já estão preparados para realizar o tão sonhado Iron Man (3,8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida).

Minha pergunta agora é se realmente esse perfil de atleta esta preparado, psicologicamente e fisicamente para enfrentar horas e horas de atividade física levando ao extremo seu organismo e sua estrutura óssea e muscular?

Na verdade essa pergunta é facilmente respondida, é óbvio que esse perfil de atleta não esta preparado para esse desafio, pois existe uma alta tendência de se lesionar, comprometer o seu organismo com desidratação e outras reações mais severas nos principais órgãos vitais, promover graves danos no cérebro, lesionar a estrutura muscular e óssea, além de muitas outras reações físicas e até psicológicas.

Como todo processo de evolução, no esporte não é diferente, aumentar as distâncias como objetivo principal requer  tempo, experiência de treinos e competições, conhecimento do próprio corpo, saber até onde se pode chegar e principalmente, jamais nos compararmos com os demais atletas, afinal, cada ser humano é único e tem experiência, vivência e história de vida isoladamente.

Um exemplo prático de evolução na distância com o objetivo de realizar uma maratona, seria, como recomendação mais conservadora, é que o atleta tenha experiência em pelo menos 4 meias maratonas, 3 anos de corrida, já tenha feito muitas provas de 10km, e que não tenha nenhum histórico de lesão articular, tudo isso somado a uma boa e longa conversa com seu treinador responsável.

No triathlon, é um pouco mais complicado ainda, ou seja, requer 1 ano de experiência na distância short, mais um ano na distância olímpica, pelo menos dois ½ Ironman, que deve durar mais uns dois anos no currículo, uma maratona concluída, e muitos treinos longos nas modalidades de ciclismo e natação. Não podemos esquecer da longa conversa com o treinador.

São exemplos simples porem servem para refletir e analisar o quanto devemos enfrentar para passar para as longas distâncias, não basta fazer uma aposta com os amigos do trabalho, fazer a inscrição, procurar um treinador de última hora e começar a treinar. Na verdade o caminho é totalmente o inverso, ou seja, procure um treinador experiente, converse sobre seus objetivos a curto, médio e longo prazo, faça o que ele orientar, invista em equipamentos no momento certo, faça as provas recomendadas por ele, só assim mostre as fotos e medalhas para seus amigos como prova da sua conquista saudável e duradoura. Seus joelhos agradecem,  sua esposa ou marido fica feliz, sua vida fora do esporte fica equilibrada e com certeza permanecerá por muito mais tempo no esporte.

Bons treinos!!!

Prof.Gabriel Abreu

Trilopez Assessoria Esportiva

 

 

 

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Vale a pena uma pausa…

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Em tempos de clima seco, poluição e outras coisas que afligem o atleta urbano é fundamental entendermos a importância da hidratação, reposição de líquido e sais minerais. Fazer uma pausa estratégica que leve 30 segundos ou até menos, para beber água ou isotônico vai fazer seu treino ser mais saudável e o restante do dia muito mais prazeroso.

Não iremos entrar em detalhes do tipo de hidratação e sim da importância em se hidratar corretamente, sem pressa, deixar seu organismo absorver aquela substância essencial para nossas vidas, a água. Diariamente observo atletas dando apenas um rápido gole em um copo de água, e fazendo isso enquanto corre. Uma conta rápida, em um treino de corrida que tenha duas horas de duração, se a pessoa fizer três paradas de 45 segundos cada, isso dá 2m15s, ou seja não é nem 1Km. Portanto vale a pena ficar atento a isso durante todo o ano e especialmente no inverno, quando o clima é seco e a umidade do ar muito baixa.

No ciclismo temos uma vantagem, já estamos com a água bem próxima e nem precisamos parar a bicicleta para beber. Tenho observado um fato curioso, talvez não sirva para todos os ciclistas mas vejo muitos atletas após terminarem uma subida em que fizeram um esforço tremendo, a frequência cardíaca alta, o ritmo respiratório acelerado sentindo-se naquele estado ofegante recorrem imediatamente a salvadora garrafinha da bicicleta, já vi muitos atletas engasgarem seriamente por conta disso a ponto de precisar parar a bike. Não é uma regra, mas beber no momento que você está mais ofegante talvez não seja uma idéia tão interessante, de qualquer forma se você sente-se bem fazendo desse jeito não há problema. Enfim, em toda prática de atividade física a água é fundamental e nada deve acontecer sem ela, racionalmente utilizada e sem desperdícios.

Bons Treinos!

Daniel Costa

Educador físico

Trilopez assessoria esportiva

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COMRADES x IRONMAN

Em função de serem duas provas que estão bem próximas do alvo de atletas que visam desafios esportivos individuais de longa distância, alguns me questionam a respeito de qual delas é a mais difícil, COMRADES ou IRONMAN ?

Primeiramente temos que considerar que essa comparação é dada em cima das dificuldades gerais que envolvem qualquer IRONMAN existente no mundo, já que existem provas dessa distância com dificuldades altimétrica e climáticas maiores do que outras, enquanto COMRADES é uma prova única no mundo, apenas invertendo o seu sentido a cada ano, alterando muito pouco a sua dificuldade.

Em cima disso, avaliamos da seguinte maneira através dos tópicos abaixo:

– IRONMAN exige uma dificuldade maior na “logistica semanal dos treinos”, já que envolve 3 modalidades, enquanto COMRADES somente uma, sendo essa, a mais simples comparando-a com as outras duas;

– IRONMAN exige um investimento financeiro maior, passando desde a inscrição, até a manutenção da sua prática dia-a-dia;

– IRONMAN exige um “desgaste orgânico” maior em função das transições de modalidades bem distintas no aspecto fisiológico geral (ciclos respiratórios, centro de gravidade, mecânica, recrutamento músculo-esquelético e outros);

– COMRADES exige um “desgaste músculo-esquelético” maior em função de sobrecarregar a mesma região corporal por horas e horas no asfalto;

– COMRADES pelo fato de ser uma prova 100% de corrida, concentrando toda sobrecarga dos treinos num mesmo ponto, potencializa uma maior chance de lesões, principalmente na parte inferior do corpo. Elas podem ser articulares (tornozelo, joelho e/ou quadril), musculares (principalmente na parte posterior) nos tendões (principalmente Aquiles) ou no nervo ciático;

– Para ambas as provas, o treino de fortalecimento complementar é muito importante. Porém como no IRONMAN você trabalha 3 modalidades que se completam, esse treino fica ainda mais primário e importante, dentro da preparação para COMRADES;

– O Tempo Limite de 12h em COMRADES, é mais apertado e seletivo do que as 17h para a grande maioria dos IRONMANS pelo mundo;

– COMRADES exige um “Qualyfier” mínimo de uma Maratona Sub5h durante os últimos 12 meses até 01 mês antes da prova. Já o IRONMAN tirando Hawai, infelizmente é só se inscrever dentro do prazo.

Sendo assim, cada desafio tem a sua dificuldade maior ou menor em alguns pontos, quando os comparamos.
Porém, independentemente dessa interessante comparação, temos que alertar a todos os leitores que estamos falando da prova oficial mais longa do Triathlon a ser completada num mesmo dia e da Ultramaratona mais tradicional do planeta. Portanto, dois desafios extremamente desgastantes sendo o topo da pirâmide a ser alcançado após anos de preparação por muitos interessados por auto-superação através do esporte.

Qual você prefere ?! Quer fazer os dois ?! Então aplique a nossa FILOSOFIA 3Ps – Paciência, Persistência e Prazer – e transforme os seus sonhos em realizações… VAMOS COM TUDO !!

Prof. Diego Lopez, Treinador da Trilopez Assessoria Esportiva, realizou o IRONMAN FLORIANÓPOLIS em 2010 e COMRADES em 2014.

http://www.trilopez.com.br
– Twitter: @diegotrilopez
– Instagram: @diegotrilopez

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A importância da respiração bilateral no nado Crawl

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Quando você vai à sala de musculação, treina num dia a musculatura do lado direito e num outro dia a musculatura do lado esquerdo? Não? Então, provavelmente já entendeu a importância da respiração bilateral na natação!
Quando respiramos para os dois lados, geramos a mesma sobrecarga sobre o lado direito e esquerdo do corpo. Isso é um importante trabalho de prevenção de lesões em nadadores, além da manutenção da postura, evitando problemas de coluna, como escoliose, por exemplo. Quando acrescentamos uma sobrecarga ( palmar ) e respiramos apenas de um lado, a chance de aparecerem estes problemas é ainda maior.
Se for um aluno iniciante, sugiro que comece respirando para o seu lado dominante e a medida que for evoluindo, comece a reparação para o seu lado mais difícil. Lembrando sempre que o trabalho de flexibilidade e mobilidade fora da água auxilia na melhoria da respiração para os dois lados. O trabalho de fortalecimento fora da água também é fundamental para evitar lesões e equilibrar o trabalho muscular.
Existem diversas formas de trabalhar a respiração para ambos os lados, 3×1, 5×1, 7×1, dividir uma distância respirando apenas para o lado direito, e a mesma distância para o lado esquerdo (Ex: 50 mts. 4×1 para o lado direito+50 mts. para o lado esquerdo). O ideal é que ao final do treino você tenha feito metade da distância respirando para o lado direito e metade da distância respirando para o lado esquerdo. Lembre sempre de treinar sob a orientação de um profissional da área e torne seus treinos muitos mais criativos e seguros!
Um abraço e até a próxima!
Rodrigo Chiquie Ali
It’s Possible!
Personal Trainer – CREF – 040.915- G/SP
Excelência em gestão de Qualidade de Vida.
rodrigochiquie@gmail.com