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Cinco desafios psicológicos na provas de Ironman

Durante o período de preparação para uma prova de Ironman, treinamos muito mais do que o físico. Cada série, cada esforço e cada hora que o atleta passa na piscina, na pista ou em cima de sua bike, traz inúmeros desafios, que precisam ser diariamente superados para que as metas estabelecidas para a prova possam ser alcançadas. E neste processo de sobrecarga e recuperação, de sofrimento, paciência, tédio, cansaço, mau humor, dúvidas e certezas, nossa mente, assim como o nosso corpo, vai sendo desenvolvida e treinada para suportar os desafios da prova, que se não são maiores, ou em maior número do que as dos treino, tem características específicas que podem ser determinantes para o resultado final da prova.

E é importante conhecer quais são estes desafios, pois quando se fala em preparação mental, ou em desafios psicológicos, o que nos vêm a cabeça são aqueles atletas inseguros, ansiosos, com medo da prova ou de alguma de suas etapas, com os quais muitas vezes não nos identificamos, e acabamos por ignorar conceitos e relações fundamentais com o nosso sistema de pensamento, ação e emoção, fundamental durante toda a prova.

Quando se fala que o Ironman, e sua consequente performance, é uma prova de “cabeça”, o que se quer dizer é que, durante toda a sua longa duração, as emoções, sensações e principalmente os pensamentos, exercem um papel fundamental no controle e aplicação das capacidades físicas que foram desenvolvidas pelos atletas. E algumas destas capacidades psicológicas chave, podem determinar o resultado da prova:

  1. Ansiedade

A ansiedade é o fator mais associado a influência que os estados mentais podem ter sobre a performance. Ela aumenta na medida em que o desafio cresce e o atleta não se sente suficientemente preparado para enfrenta-lo. Ela afeta o desempenho, prejudicando a qualidade do sono, gerando desgaste físico e psicológico antes mesmo de a prova começar e, principalmente, afetando a capacidade do atleta de perceber momentos, situações e sinais críticos da prova e de seu corpo, que permitiriam ao atleta adaptar-se, tomando as decisões mais adequadas.

Em uma prova como o Ironman, na qual vários meses de treino irão se concretizar em um dia onde muitos fatores são incontroláveis, a ansiedade tende a estar presente mesmo nos atletas mais experientes. O que os diferencia é a sua capacidade de, mesmo sob a possibilidade do imprevisível, manter-se focado nos fatores controláveis e usar o aumento dos níveis de ativação, causados pela ansiedade ao seu favor.

Controlar a ansiedade se torna então uma habilidade essencial para aqueles que buscam  equilíbrio e um estado mental adequado para que possa lidar com todas as exigências da prova de uma forma mais positiva.

  1. Confiança

A confiança tem sua base na percepção do atleta em relação a suas reais capacidades, isto é, na medida em que o atleta se apropria de suas capacidades, sua confiança tende a aumentar e a medida entre o tamanho do desafio e a capacidade do atleta tende a se tornar mais exata.

No Ironman a confiança é um fator chave, pois o desafio nunca é pequeno. Seja para um atleta iniciante que precisa confiar em sua capacidade de terminar a prova, seja para um profissional que precisa acreditar que conseguirá manter um alto nível de esforço por um período tão prolongado. A confiança se torna então um guia, que baseado nas capacidades percebidas durante os treino e provas preparatórias, dá ao atleta a certeza de que o desafio será superado.

A confiança também é diretamente responsável pela diminuição da ansiedade e a definição da estratégia de prova. Quanto mais confiança o atleta tem em determinada etapa da prova ou capacidade específica, mais esta terá um papel central em sua prova e mais tranquilo para seguir o seu plano o atleta estará. Muitas vezes é a confiança que faz com que o atleta aumente seu ritmo em determinado momento ou situação da prova ou se mantenha fiel ao seu planejamento quando algum outro atleta ou grupo passam por ele.

  1. Estratégia

A estratégia, que a princípio parece algo puramente relacionado ao treinamento físico, tem um importante fator psicológico, determinante para o desempenho do atleta. Isto porque na determinação e principalmente na capacidade de seguir este planejamento no momento da adrenalina da prova, entram em cena fatores como a ansiedade, a confiança, a tomada de decisão, a percepção e outros fatores pessoais.

Uma estratégia adequada precisará considerar todos estes fatores para que seja realmente efetiva. Ela deverá se basear em objetivos bem definidos e determinados, em referências pessoais e individuais e considerar fatores como a competitividade, a impulsividade e a capacidade de manter-se focado em seu planejamento. Sem uma compreensão ampla deste quadro não adianta uma estratégia perfeita no papel e nos números, mas que pode ir por agua abaixo em função de uma decisão crítica em um momento inadequado.

  1. Tomada de decisão

Em uma prova de Ironman inúmeros são os fatores que influenciam o resultado da prova. Muitos deles estão ao alcance do atleta, e dependem dele para se sucederem de forma correta. Outros tantos não estão ao seu alcance, são os fatores incontroláveis, que representam um importante papel em uma prova tão longa.

O que estes dois fatores tem em comum é que ambos exigem do atleta uma grande capacidade de tomada de decisão e consequente adaptação. Em relação aos fatores controláveis o atleta precisa tomar as decisões corretas para que eles ocorram, como acelerar, manter o ritmo, acompanhar um grupo, atacar em uma subida ou começar a correr em um ritmo mais conservador. Estas decisões, tomadas no momento certo, irão garantir as condições para a conquista dos objetivos, ou no mínimo criar condições melhores para alcançá-los. No caso dos fatores incontroláveis as decisões precisarão acompanhar os imprevistos, garantindo uma maior rapidez na capacidade de adaptação do atleta às novas condições de prova. Após um pneu furado o atleta precisa decidir se segue seu ritmo ou tenta recuperar o tempo perdido, após sair muito mal da água deverá acelerar o início do ciclismo para se juntar ao grupo ou deve seguir a estratégia? Como deve se adaptar caso seu plano não esteja dando certo?

Quanto melhor a capacidade do atleta em tomar as decisões corretas, de forma rápida, associando os fatores importantes a serem considerados em cada situação e antecipando suas consequências, maior sua capacidade de adaptação às mudanças e contingências da prova, o que resultará em importantes influências no resultado final.

  1. Tolerância

Outro fator de grande relação entre a capacidade física e a psicológica é a tolerância. E aqui me refiro a vários tipos dela, Tolerância a dor, ao cansaço, ao esforço, ao tédio, a monotonia, às emoções de excitação e de depressão, ao nível de concentração, de atenção e de pressão psicológica.

O Ironman é uma prova de extremos e todos estes extremos exigem uma grande resistência, que é treinada durante a preparação, mas que só é possível vivenciar no momento da prova, e por isso a experiência acaba contando tanto.

Desenvolver a capacidade de tolerar é fundamental para manter um ritmo e uma estratégia mesmo sob fadiga. Depende de o quanto o atleta confia em sua capacidade de suportar o desconforto, da importância de seus objetivos para ele, de sua motivação e de sua certeza de que momentos difíceis passam e de que a prova é feita de altos e baixos, de ânimo e de tédio, de tumulto e de solidão, de barulho e de silêncio.

A capacidade de tolerar é em parte inata, relacionada a característica da cada atleta, mas também é treinável e depende da identificação do ponto fraco de cada um, das possíveis situações que podem afetar o planejamento e da criação de estratégias para enfrentar as dificuldades.

Decompondo estes fatores de forma didática podemos ter uma visão melhor de que as capacidades psicológicas estão diretamente relacionadas a preparação física, e a todo o processo de treinamento. Elas estão presentes em cada etapa, em cada decisão e em cada ação que o atleta realiza durante uma prova, mesmo que não se dê conta dos fatores envolvidos, e acabam influenciando todo o resultado dos esforços.

Por isso é tão importante considerar todos estes aspectos quando se pensa em uma prova de ironman, inclusive em COMO se pensa nela, se planeja, se prepara e que tipo de habilidades precisam estar desenvolvidas para que os pensamentos, as ações e as emoções, trabalhem em conjunto com o corpo em direção ao objetivo estabelecido.

Arthur Ferraz

Psicólogo Esportivo

aferraz@institutokellystefani.com.br

 

 

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Dra.Kelly fala sobre salto alto e corrida para a revista runner´s world

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Dra. Kelly Stéfani é entrevistada pela “Revista Samaritano com você”

Dra.Kelly conta sua história como atleta desde a infância até chegar ao triathlon que pratica atualmente. Hoje realiza provas de Ironman e utiliza o esporte como laboratório de entendimento das lesões de seus pacientes atletas. Veja sua história!!!

Além dos limites

Natação, ciclismo e corrida. Quem opta pela prática do triatlo – esporte que reúne essas três modalidades – precisa de preparo, força e muita dedicação. Mas o resultado, quase sempre, é uma saúde de ferro.

Esporte é a palavra que acompanha a ortopedista do Hospital Samaritano dra. Kelly Stefani, 40 anos, desde pequena. Apaixonou-se pela bicicleta aos 5 anos de idade, treinou basquete dos 8 aos 9, jogou voleibol até os 24 anos. Na época da faculdade, uniu o treinamento de basquete, handebol e atletismo. A maratona da residência médica e da pósgraduação, porém, a afastou da prática esportiva. Anos mais tarde, voltou à ativa. Primeiro recuperou o “fôlego” e daí partiu para o triatlo – também chamado de triatletismo e, ainda, Ironman (“homem de ferro”) –, que combina 3.800 metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida sem interrupção entre as modalidades.

Atualmente a dra. Kelly segue uma disciplina entre trabalho e treino. Três vezes por semana ela nada, corre e anda de bicicleta e, ainda, duas vezes treina pilates. “Sou apaixonada por esporte. A prática regular de atividade física fortalece todos os músculos do corpo, inclusive o coração. Além disso, a produção de endorfina dá aquela sensação de bem-estar e afasta o estresse físico e mental do dia a dia. Outra coisa é a sensação de liberdade que sinto ao praticar esportes ao ar livre e manter contato com a natureza”, conta Kelly.

Benefícios e riscos

É consenso que a prática de atividade física é um dos pilares para manter a saúde em alta. E quem opta pelo treinamento de triatlo pode angariar outros benefícios. Natação, ciclismo e corrida são esportes aeróbios e, portanto, trabalham o condicionamento cardiorrespiratório e contribuem para a manutenção da boa forma física. Isso proporciona coração forte, pulmão bem condicionado e níveis controlados de glicemia, triglicérides e colesterol.

A mente também é beneficiada. Todo esse esforço físico culmina na liberação de endorfina – hormônio associado à sensação de bem-estar –, e com isso o praticante controla o humor e afasta o estresse. Essa receita ainda melhora a qualidade do sono. Para reunir tantos benefícios, porém, o praticante precisa antes de tudo checar a saúde, ter disciplina e ficar atento aos seus limites. Por causa do máximo esforço exigido nesse tipo de esporte, o iniciante precisa verificar como estão suas condições cardiovasculares e ver se não tem problemas nas articulações. “O triatlo é uma modalidade de alta performance. Não deve ser praticado por pessoas despreparadas, pois é grande o risco de lesões ortopédicas graves e dores agudas”, afirma o dr. Nemi Sabeh Junior, médico do esporte do Hospital Samaritano.

Treinamento especial

A médica triatleta é acompanhada por uma equipe de profissionais multidisciplinar. Visita regularmente um cardiologista esportivo e uma nutricionista esportiva. Tem ainda dois profissionais de educação física que fazem suas planilhas de treinamento: um de triatlo e outro específico de natação, além do instrutor de pilates. Tudo para manter a forma para ir além dos limites. “Eu faço provas de Ironman e meus treinos são direcionados para essa modalidade. Durante a semana, dedico em média 3 horas e meia. No fim de sem ana, quando estou em treinamento para uma prova, os treinos mínimos são de 3 horas seguidas e podem chegar a 7 horas”, conta a dra. Kelly. Para aqueles que não praticam nenhuma atividade física e querem deixar o sedentarismo para trás, é  recomendável praticar duas atividades distintas – uma para queimar calorias e outra para ganhar força. Isso porque, quando se elimina gordura, os riscos de hipertensão, diabetes e colesterol são diminuídos, e a musculação contribui para a manutenção da massa óssea. Os exercícios aeróbios, como caminhadas prolongadas, corridas, bicicleta ou natação, promovem perda calórica e melhoria do condicionamento físico. Já o aumento de força é observado em modalidades como musculação e pilates.

O triatlo é dividido em quatro categorias:
Short – 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5 quilômetros de corrida.
Olímpico – 1.500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e 10 quilômetros de corrida.
Meio Ironman – 1.900 metros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21 quilômetros de corrida.
Ironman – 3.800 metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida.

Para saber mais veja a entrevista na revista Samaritano Com Você.

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Dra.Kelly em entrevista sobre squash na revista “Eficiente e Divertido”, da Revista Sabor & Vida Diabéticos nº 68 (edição de janeiro 2012).

Eficiente e Divertido”, da Revista Sabor & Vida Diabéticos nº 68 (edição de janeiro 2012).

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Dra.Kelly na Revista Veja SP falando sobre teste de produtos esportivos

Nessa entrevista para a revista Vejinha a Dra.Kelly conta como sua expertise como ortopedista auxilia nos testes de produtos esportivos! Ela testa tênis de corrida e materiais para natação.

 

Até debaixo d’água: há cinco anos, a ortopedista Kelly Stefani, de 40, começou a dar suas braçadas na academia Sumaré Sports, na Zona Oeste. A atividade, somada às corridas e às pedaladas, fez com que ela se tornasse triatleta e entrasse para o grupo de amadores da academia que experimentam produtos ainda em desenvolvimento da Speedo, de pranchas a maiôs. “Certa vez, chamei a atenção da empresa para um tipo de óculos muito duro. Ele acaba chegando ao mercado numa versão mais maleável”, conta.

 Galeria Vida de Cobaia, Veja SP.

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Dra.Kelly dá dicas de corrida na reportagem da Revista Shape

Mesmo que for viajar não deixe de correr. Confira as dicas!!!

Veja reportagem na íntegra.

 

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Dra.Kelly fala sobre tendinite na NEWSLETTER do Hospital Samatitano

Saiba o que é tendinite e como tratá-la

A tendinite é uma preocupação tanto para atletas, como para pessoas comuns, pois se manifesta com dores agudas e incapacidade da realização de alguns movimentos. Este problema é caracterizado por uma inflamação do tendão que pode ser ocasionada por sedentarismo, obesidade, esforços prolongados, desidratação, falta de alimentação saudável, entre outras causas.

 

Os tendões são tecidos através dos quais os músculos se prendem aos ossos e permitem a realização dos movimentos. O tendão se move sobre outras estruturas ao seu redor sempre que o músculo se contrai. Caso um movimento seja realizado repetidamente ou não haja hidratação adequada dos músculos, o tendão fica inflamado.

 

O ideal é que o indivíduo procure um ortopedista assim que perceba alguma dor intermitente próxima aos ossos para que o especialista possa realizar o exame clínico e definir procedimentos adicionais para o diagnóstico, como Raio X, Ultrassonografia ou Ressonância Magnética.
As formas de tratamento variam de acordo com a origem e a intensidade da lesão, podendo ser indicado remédios antiinflamatórios e imobilização do membro. É preciso repouso e, em alguns casos, a fisioterapia é indicada para acelerar a recuperação.

 

Se o tratamento não for realizado de forma correta, o indivíduo pode sofrer ruptura do tendão, continuando com dores e se tornar incapaz de realizar certos movimentos simples, como subir e descer escadas ou digitar no computador.

 

Fonte: Dra. Kelly Stéfani, ortopedista do Hospital Samaritano de São Paulo

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Dra.Kelly em entrevista para a Folha SP sobre ciclistas que são sabotados com tachinhas nas ruas da USP

Dra.Kelly foi entrevistada pela Folha de SP em um dos seus treinos de ciclismo na USP e conta dos perigos ocasionados pelas tachinhas que são jogadas no local de treino dos ciclistas. Cuidado!!!

Usuários de bicicletas que treinam na Cidade Universitária temem acidentes
Atletas afirmam que tachinhas começaram a ser colocadas nas ruas em retaliação a quem usa local para pedalar
NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em menos de duas horas, a bicicleta da publicitária Tatiana Voivodic, 34, foi vítima de quatro tachinhas. O material, espalhado nas ruas do campus da USP (Universidade de São Paulo), furou o pneu da bike e quase derrubou a triatleta.
Ciclistas que treinam na Cidade Universitária dizem que têm sofrido “ataques” de tachinhas há cerca de dois meses. A suspeita dos esportistas é que elas tenham sido jogadas pelos alunos para furar o pneu das bicicletas. Mas funcionários do campus falam também em taxistas e motoristas de ônibus.
“Já pegamos mais de cem tachinhas na rotatória”, conta Voivodic. As “armadilhas” aparecem em pontos estratégicos, locais onde há maior movimento de ciclistas ou perto das curvas.
A Folha esteve na Cidade Universitária e encontrou tachinhas perto da avenida Professor Luciano Gualberto, em um local utilizado pelos atletas para fazer o retorno durante o circuito.
Segundo os ciclistas, outros pontos onde elas mais causam problemas são a região da raia olímpica e a praça da Reitoria.
RISCO DE ACIDENTES
A médica ortopedista Kelly Stefani, 40, que treina no local para competições, diz que o risco de sofrer uma fratura grave quando o pneu estoura é alto. “Dependendo da velocidade em que estiver, pode ser até fatal”, diz.
Segundo Stefani, o perigo aumenta já que muitos ciclistas andam em pelotão de 15 a 20 pessoas. Os ciclistas podem pedalar a até 45 km/h.
O problema pesa no bolso dos ciclistas. O prejuízo com um pneu furado vai de R$ 36 a R$ 150 (para trocar).
A USP é um dos espaços mais utilizados por ciclistas e corredores da cidade. Segundo eles, falta lugar para pedalar em São Paulo.
A estimativa das assessorias esportivas é que pelo menos 200 ciclistas utilizem o local para treinar.
A presença dos esportistas, no entanto, não é aprovada por todos.
Estudantes e funcionários reclamam do excesso de bicicletas, muitas vezes em velocidade alta, e também do número cada dia maior de corredores que treinam por lá.
O motorista de ônibus Gerson Benício, 50, diz que os ciclistas atrapalham o tráfego. “São três faixas. A gente acha que eles deveriam ocupar a direita. Mas eles ocupam a direita, a do meio e se precisar vão para a esquerda.”
“Eles não deixam o carro passar. Eu já passei perto e o ciclista deu um murro no meu carro”, conta a enfermeira Adriana Antiga, 36, que frequenta a USP com o filho Mateus, 16, que faz aula de remo na raia olímpica.
“Muitos são educados, mas muitos ficam nas duas faixas da pista”, diz a estudante Débora Svizzero, 18.
O diretor da assessoria esportiva Five Ways, Ronaldo Martinelli, diz que o caso preocupa. “Já vi muito ciclista caindo. É uma coisa irresponsável e até criminosa.”
fonte: Folha
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Dra.Kelly fala sobre como escolher seu tênis – Newsletter do Hospital Samaritano

aiba escolher o tênis adequado para você

Antes de comprara, é muito importante que você saiba qual é o seu tipo de pé e de pisada. Confira:

As corridas estão em alta. E assim como em qualquer esporte, as corridas exigem roupas e acessórios especiais, como por exemplos, os tênis próprios para a modalidade. Para algumas pessoas, a procura por um tênis de corrida pode parecer simples. Mas na verdade não é.

O primeiro passo antes de colocar um calçado é saber qual o seu tipo de pé. Ele pode ser cavo – curva muito elevada -, normal ou pé plano (também conhecido como pé chato).  Outro aspecto importante é o modo como o pé pisa no chão. São três as categorias básicas, supinada, pronada ou neutra Na primeira, o peso do corpo é colocado principalmente na borda externa do pé.Já a pisada pronada ocorre na situação contrária –a tendência, na “pisada para dentro”, é sobrecarregar a parte interna do pé. Na neutra, o peso é colocado primeiro sobre a lateral externa do calcanhar e, em seguida, sobre o dedão.

A escolha do tênis apropriado para o seu tipo de pé é importante, pois torna a corrida mais prazerosa, proporcionando mais conforto, melhora a performance e auxilia na prevenção de lesões e fraturas. Os efeitos de um tênis desapropriado vão desde bolhas e perdas das unhas, a fraturas, tendinites e dores nas articulações do tornozelo e do joelho.

Cuide da saúde de seus pés, pois sem eles o deslocamento de seu corpo pode ficar prejudicado. Na dúvida procure seu ortopedista especialista em pé.

Fonte:Dra.Kelly Cristina Stéfani – ortopedista do Hsopital Samaritano

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Dra.Kelly fala sobre joanete para a Revista 7 dias com você

Joanetes: Prevenir é o remédio
7 DIAS COM VOCÊ – SAÚDE – SÃO PAULO – SP – 14/04/11 – Nº 410 – 36

Revista 7 dias veja em pdf