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SER UM MARATONISTA

Paulo Trilopez
    Tudo começa na Grécia , onde o Grego Pheidíppedes percorreu 40km entre as cidades de Maratona e Atenas para dar a notícia da vitória grega sobre os persas,em 490 AC,ele fez o  anúncio e morreu. A partir daí tornou-se um HERÓI. Atualmente é esse mesmo sentimento de quem completa uma Maratona.
Em 1896,  nos jogos olímpicos, foi realizada a primeira maratona com 40km e em 1908 foi acrescido 2.195 mts pois a família real queria que a maratona passasse em frente aos jardins do castelo de Windsor. A distância de 42,195 km é a utilizada até os dias de hoje.
Então vamos lá para as minhas dicas:
1 .Arrume um professor de educação física para montar os treinos, não faça sem orientação ;
2 .Escolha uma maratona fácil para ser a primeira como por exemplo Porto Alegre,Florianópolis, Buenos Aires, Amsterdã; pois são maratonas planas
3 .Faça seus exames médicos
4 .Antes de correr uma maratona você deve ter realizado provas de 10km,15km, 10 Milhas, 21 km ou seja meia Maratona.
5 .Compre vestimentas adequadas, tênis para seu tipo de pisada e para Maratona.
6 .Tenha um nutricionista, pois seus hábitos alimentares devem mudar.
7 .No caso de surgir uma lesão ,dores. procure um ortopedista . Nunca se medique para passar a dor e nós professores de educação física NÃO SOMOS MÉDICOS..nem pergunte o que tomar . Minha sugestão é que vá ao médico isso sim é minha orientação.
8 .Cumpra a risca os treinos de volume 20km,25km ,28km,  30 km, 32 km..
    E sem tempo ruim…treino com chuva ,sol, frio…cedo..horas e horas…treinos assim mostram força de vontade,disciplina,perseverança,foco , concentrarão e alegria . são qualidades de um MARATONISTA.
   Chegou o dia ..LARGOU !!! Ao completar …você se tornou um MARATONISTA… e vai se sentir…
               UM HERÓI GREGO !!! Valeu o sacrifício  PARABÉNS !!!
Prof. Paulo Santana
Trilopez Assessoria Esportiva
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LONGAS DISTÂNCIAS, ESTOU REALMENTE PREPARADO?

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As corridas de longas distâncias vêm se popularizando anos após anos. Atletas amadores estão aderindo as corridas de 21km, maratona (42km) e até ultra-maratonas, são chamadas assim quando ultrapassam os 42km. No triathlon, não é diferente, realizam as provas nas distâncias short (750mts de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida) e já se equipam com bikes de última geração, compram tênis que os campeões usam, roupa de borracha da última moda e pronto, acham que já estão preparados para realizar o tão sonhado Iron Man (3,8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida).

Minha pergunta agora é se realmente esse perfil de atleta esta preparado, psicologicamente e fisicamente para enfrentar horas e horas de atividade física levando ao extremo seu organismo e sua estrutura óssea e muscular?

Na verdade essa pergunta é facilmente respondida, é óbvio que esse perfil de atleta não esta preparado para esse desafio, pois existe uma alta tendência de se lesionar, comprometer o seu organismo com desidratação e outras reações mais severas nos principais órgãos vitais, promover graves danos no cérebro, lesionar a estrutura muscular e óssea, além de muitas outras reações físicas e até psicológicas.

Como todo processo de evolução, no esporte não é diferente, aumentar as distâncias como objetivo principal requer  tempo, experiência de treinos e competições, conhecimento do próprio corpo, saber até onde se pode chegar e principalmente, jamais nos compararmos com os demais atletas, afinal, cada ser humano é único e tem experiência, vivência e história de vida isoladamente.

Um exemplo prático de evolução na distância com o objetivo de realizar uma maratona, seria, como recomendação mais conservadora, é que o atleta tenha experiência em pelo menos 4 meias maratonas, 3 anos de corrida, já tenha feito muitas provas de 10km, e que não tenha nenhum histórico de lesão articular, tudo isso somado a uma boa e longa conversa com seu treinador responsável.

No triathlon, é um pouco mais complicado ainda, ou seja, requer 1 ano de experiência na distância short, mais um ano na distância olímpica, pelo menos dois ½ Ironman, que deve durar mais uns dois anos no currículo, uma maratona concluída, e muitos treinos longos nas modalidades de ciclismo e natação. Não podemos esquecer da longa conversa com o treinador.

São exemplos simples porem servem para refletir e analisar o quanto devemos enfrentar para passar para as longas distâncias, não basta fazer uma aposta com os amigos do trabalho, fazer a inscrição, procurar um treinador de última hora e começar a treinar. Na verdade o caminho é totalmente o inverso, ou seja, procure um treinador experiente, converse sobre seus objetivos a curto, médio e longo prazo, faça o que ele orientar, invista em equipamentos no momento certo, faça as provas recomendadas por ele, só assim mostre as fotos e medalhas para seus amigos como prova da sua conquista saudável e duradoura. Seus joelhos agradecem,  sua esposa ou marido fica feliz, sua vida fora do esporte fica equilibrada e com certeza permanecerá por muito mais tempo no esporte.

Bons treinos!!!

Prof.Gabriel Abreu

Trilopez Assessoria Esportiva

 

 

 

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Vale a pena uma pausa…

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Em tempos de clima seco, poluição e outras coisas que afligem o atleta urbano é fundamental entendermos a importância da hidratação, reposição de líquido e sais minerais. Fazer uma pausa estratégica que leve 30 segundos ou até menos, para beber água ou isotônico vai fazer seu treino ser mais saudável e o restante do dia muito mais prazeroso.

Não iremos entrar em detalhes do tipo de hidratação e sim da importância em se hidratar corretamente, sem pressa, deixar seu organismo absorver aquela substância essencial para nossas vidas, a água. Diariamente observo atletas dando apenas um rápido gole em um copo de água, e fazendo isso enquanto corre. Uma conta rápida, em um treino de corrida que tenha duas horas de duração, se a pessoa fizer três paradas de 45 segundos cada, isso dá 2m15s, ou seja não é nem 1Km. Portanto vale a pena ficar atento a isso durante todo o ano e especialmente no inverno, quando o clima é seco e a umidade do ar muito baixa.

No ciclismo temos uma vantagem, já estamos com a água bem próxima e nem precisamos parar a bicicleta para beber. Tenho observado um fato curioso, talvez não sirva para todos os ciclistas mas vejo muitos atletas após terminarem uma subida em que fizeram um esforço tremendo, a frequência cardíaca alta, o ritmo respiratório acelerado sentindo-se naquele estado ofegante recorrem imediatamente a salvadora garrafinha da bicicleta, já vi muitos atletas engasgarem seriamente por conta disso a ponto de precisar parar a bike. Não é uma regra, mas beber no momento que você está mais ofegante talvez não seja uma idéia tão interessante, de qualquer forma se você sente-se bem fazendo desse jeito não há problema. Enfim, em toda prática de atividade física a água é fundamental e nada deve acontecer sem ela, racionalmente utilizada e sem desperdícios.

Bons Treinos!

Daniel Costa

Educador físico

Trilopez assessoria esportiva

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Entorses de Tornozelo

entorse tnz

O traumatismo das estruturas ligamentares do tornozelo é uma lesão desportiva bem comum. A maioria dessas lesões ocorre na parte lateral do tornozelo (e geralmente com o pé para dentro). O tipo de entorse mais comum do tornozelo é o entorse que combina os movimentos de plantiflexão (posição do pé no ballet) com inversão (“virar o pé para dentro”). O dano inicial acomete os ligamentos laterais do pé, sendo que eles são compostos por 3 ligamentos diferentes: o talofibular anterior,  o calcaneofibular e o talofibular posterior. De acordo com a intensidade da energia dissipada no entorse os ligamentos são lesionados 1, 2 ou os 3.

Os sinais e sintomas dessa lesão variam de acordo com a gravidade do entorse, os tecidos acometidos e a extensão de seu acometimento. Em geral, são evidentes graus variáveis de dor, edema, hipersensibilidade localizada e incapacidade funcional (incapacidade de realizar as atividades da nossa vida diária).

Após um entorse de tornozelo, a consulta ao médico ortopedista especialista em pé e tornozelo é muito importante, já que ele vai avaliar o grau do entorse, os exames a serem realizados e qual tratamento seguir.

Independente de qual tratamento seguir, o paciente geralmente necessita de um tratamento fisioterapêutico, para seu retorno total às atividades diárias e deportivas.

O tratamento fisioterapêutico para os entorses de tornozelo tem, por objetivo, proporcionar estabilidade dinâmica a uma articulação potencialmente instável. Durante a fase aguda (com imobilização ou não), devemos enfatizar o controle da dor e a manutenção do condicionamento geral do paciente. Geralmente usa-se o gelo (crioterapia) com compressão focal ao redor da parte lateral do tornozelo; eletroterapia para auxiliar na redução do edema e da dor. Dependendo do grau de lesão, os movimentos do tornozelo guiados pelo fisioterapeuta e a marcha com sustentação parcial ou total do peso, e os exercícios isométricos são liberados.

Em uma fase mais intermediária do tratamento, nossa atenção se volta para os ligamentos em fase de cicatrização. A sustentação do peso deverá progredir até o apoio pleno do pé durante a caminhada. Os exercícios evoluem e pode-se inicar treinos em bicicleta estacionária e alguns exercícios de equilíbrio e propriocepção.

Na fase terminal da reabilitação, deverão receber prioridades as atividades progressivas em cadeia cinética fechada com ênfase na restauração da percepção cinestésica e da força do quadril.

Espere um pouco…..Quadril? Entorse de tornozelo?

 

Sim!

Em 1994, Bullock-Saxton (*) nos mostrou que a função dos músculos do quadril é comprometida com as entorses de tornozelo. O recrutamento do músculo glúteo máximo pode ser retardado durante a extensão do quadril (levar a perna toda para trás) durante a caminhada normal; e a fraqueza do músculo glúteo médio pode fazer aumentar o estresse de inversão (“levar o pé para dentro”) imposto ao tornozelo.

Com o paciente quase reabilitado, precisamos treinar os gestos esportivos e evoluir com os treinos de equilíbrio, propriocepção e iniciar os treinos de pliometria (saltos).

Com essa visão mais diferenciada sobre os entorses, conseguimos retornar o paciente às suas atividades com conhecimento para prevenir futuras lesões, além de integrar melhor sua propriocepção corporal.

 

(*)Bullock-Saxton, J.E (1994): Local sensation and altered hip muscle function following severe ankle sprain. Phys Ther., 74:17-31

Izabel Tavares

Fisioterapeuta Esportiva

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COMRADES x IRONMAN

Em função de serem duas provas que estão bem próximas do alvo de atletas que visam desafios esportivos individuais de longa distância, alguns me questionam a respeito de qual delas é a mais difícil, COMRADES ou IRONMAN ?

Primeiramente temos que considerar que essa comparação é dada em cima das dificuldades gerais que envolvem qualquer IRONMAN existente no mundo, já que existem provas dessa distância com dificuldades altimétrica e climáticas maiores do que outras, enquanto COMRADES é uma prova única no mundo, apenas invertendo o seu sentido a cada ano, alterando muito pouco a sua dificuldade.

Em cima disso, avaliamos da seguinte maneira através dos tópicos abaixo:

– IRONMAN exige uma dificuldade maior na “logistica semanal dos treinos”, já que envolve 3 modalidades, enquanto COMRADES somente uma, sendo essa, a mais simples comparando-a com as outras duas;

– IRONMAN exige um investimento financeiro maior, passando desde a inscrição, até a manutenção da sua prática dia-a-dia;

– IRONMAN exige um “desgaste orgânico” maior em função das transições de modalidades bem distintas no aspecto fisiológico geral (ciclos respiratórios, centro de gravidade, mecânica, recrutamento músculo-esquelético e outros);

– COMRADES exige um “desgaste músculo-esquelético” maior em função de sobrecarregar a mesma região corporal por horas e horas no asfalto;

– COMRADES pelo fato de ser uma prova 100% de corrida, concentrando toda sobrecarga dos treinos num mesmo ponto, potencializa uma maior chance de lesões, principalmente na parte inferior do corpo. Elas podem ser articulares (tornozelo, joelho e/ou quadril), musculares (principalmente na parte posterior) nos tendões (principalmente Aquiles) ou no nervo ciático;

– Para ambas as provas, o treino de fortalecimento complementar é muito importante. Porém como no IRONMAN você trabalha 3 modalidades que se completam, esse treino fica ainda mais primário e importante, dentro da preparação para COMRADES;

– O Tempo Limite de 12h em COMRADES, é mais apertado e seletivo do que as 17h para a grande maioria dos IRONMANS pelo mundo;

– COMRADES exige um “Qualyfier” mínimo de uma Maratona Sub5h durante os últimos 12 meses até 01 mês antes da prova. Já o IRONMAN tirando Hawai, infelizmente é só se inscrever dentro do prazo.

Sendo assim, cada desafio tem a sua dificuldade maior ou menor em alguns pontos, quando os comparamos.
Porém, independentemente dessa interessante comparação, temos que alertar a todos os leitores que estamos falando da prova oficial mais longa do Triathlon a ser completada num mesmo dia e da Ultramaratona mais tradicional do planeta. Portanto, dois desafios extremamente desgastantes sendo o topo da pirâmide a ser alcançado após anos de preparação por muitos interessados por auto-superação através do esporte.

Qual você prefere ?! Quer fazer os dois ?! Então aplique a nossa FILOSOFIA 3Ps – Paciência, Persistência e Prazer – e transforme os seus sonhos em realizações… VAMOS COM TUDO !!

Prof. Diego Lopez, Treinador da Trilopez Assessoria Esportiva, realizou o IRONMAN FLORIANÓPOLIS em 2010 e COMRADES em 2014.

http://www.trilopez.com.br
– Twitter: @diegotrilopez
– Instagram: @diegotrilopez

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A importância da respiração bilateral no nado Crawl

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Quando você vai à sala de musculação, treina num dia a musculatura do lado direito e num outro dia a musculatura do lado esquerdo? Não? Então, provavelmente já entendeu a importância da respiração bilateral na natação!
Quando respiramos para os dois lados, geramos a mesma sobrecarga sobre o lado direito e esquerdo do corpo. Isso é um importante trabalho de prevenção de lesões em nadadores, além da manutenção da postura, evitando problemas de coluna, como escoliose, por exemplo. Quando acrescentamos uma sobrecarga ( palmar ) e respiramos apenas de um lado, a chance de aparecerem estes problemas é ainda maior.
Se for um aluno iniciante, sugiro que comece respirando para o seu lado dominante e a medida que for evoluindo, comece a reparação para o seu lado mais difícil. Lembrando sempre que o trabalho de flexibilidade e mobilidade fora da água auxilia na melhoria da respiração para os dois lados. O trabalho de fortalecimento fora da água também é fundamental para evitar lesões e equilibrar o trabalho muscular.
Existem diversas formas de trabalhar a respiração para ambos os lados, 3×1, 5×1, 7×1, dividir uma distância respirando apenas para o lado direito, e a mesma distância para o lado esquerdo (Ex: 50 mts. 4×1 para o lado direito+50 mts. para o lado esquerdo). O ideal é que ao final do treino você tenha feito metade da distância respirando para o lado direito e metade da distância respirando para o lado esquerdo. Lembre sempre de treinar sob a orientação de um profissional da área e torne seus treinos muitos mais criativos e seguros!
Um abraço e até a próxima!
Rodrigo Chiquie Ali
It’s Possible!
Personal Trainer – CREF – 040.915- G/SP
Excelência em gestão de Qualidade de Vida.
rodrigochiquie@gmail.com
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Estabilização Segmentar Dinâmica da Coluna Vertebral – O que é?

estabilização de coluna

Hoje em dia, muitos de vocês já ouviram um Fisioterapeuta, um Educador Físico ou um Médico dizendo: “Precisamos trabalhar seu CORE” “Este paciente precisa de uma Estabilização de tronco (ou de coluna)”. Mas o que isso significa?

O sistema de estabilização da coluna vertebral consiste de três subsistemas. As vértebras, os discos, e ligamentos constituem um subsistema passivo. Toda musculatura e tendões ao redor da coluna que podem aplicar forças a ela, constituem um subsistema ativo. Os nervos e o SNC (Sistema Nervoso Central) formam o subsistema neural, que determina a necessidade da estabilização da coluna pelo monitoramento dos vários sinais nervosos e direciona o subsistema ativo para que seja providenciado a estabilização necessária.

Qualquer disfunção de qualquer componente dos subsistemas pode levar a uma ou várias dessas três possibilidades:

  • Uma resposta imediata dos outros subsistemas para compensar;
  • Uma adaptação a longo prazo de um ou mais subsistemas;
  • Uma lesão em um ou mais componentes de qualquer subsistema.

Já é um conceito que a primeira resposta (a um estímulo, isto é, um movimento, um exercício, etc) resulta de uma função normal; a segunda resposta leva à função normal – mas com um sistema estabilizador alterado; e a terceira resposta leva à disfunção do sistema de estabilização como um todo, produzindo, por exemplo, dor lombar.

Em situações onde uma carga adicional (musculação, carregar uma mala) ou posturas complexas são antecipadas, a unidade de controle neural pode alterar  a estratégia de recrutamento muscular (quais músculos vão ser utilizados), com o objetivo temporário de aumentar a estabilidade da coluna além do normal.

Por isso, é importante trabalhar os músculos da coluna, as posturas e até o planejamento de nossas atividades para que futuras lesões e/ou dores nas costas sejam prevenidas e/ou tratadas. Isso é o que chamamos de uma verdadeira reeducação postural – Ossos, músculos, ligamentos, sistema nervoso central trabalhando em conjunto e de maneira harmoniosa para garantir sua força e estabilidade de tronco. O fisioterapeuta consegue trabalhar isso com seu paciente através do atendimento individualizado na Cinesioterapia, no Pilates solo e aparelhos, no Treinamento Funcional e no RPG. Converse com seu Fisioterapeuta e veja qual a melhor opção para o seu caso.

Fisioterapeutas Esportivas

Izabel Tavares

Karina Palla,

kpalla@institutokellystefani.com.br

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A importância da natação no Triathlon de longa duração!

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Mais um Ironman Brasil chegando e terminar essa prova, independentemente do tempo final, já é uma vitória! Mesmo assim, ainda vejo muita gente que chega para fazer a prova com a idéia de que a natação não é tão importante quanto as outras modalidades.
Se compararmos o tempo na água em relação às outras modalidades, podemos até pensar que a natação realmente não é tão importante. Mas aqui acho que vale salientar que se você não estiver bem preparado para a natação, se seu desgaste físico e mental na natação for muito grande, poderá estragar todo o resto de sua competição! E de nada valerá ser um ótimo ciclista e/ou um ótimo corredor. Acho que todos que farão uma prova dura como o Ironman devem treinar a natação o suficiente para sair bem da água e aí sim, conseguir obter um
bom desempenho nas outras modalidades que são sim as mais longas da prova!
Vale lembrar que na maioria das vezes, o mar em Floripa não é tão calmo, então quanto maior for a experiência do atleta em provas no mar, maior a chance de ele começar a prova com o “pé direito”! Sugiro que na preparação para a prova, os atletas façam algumas provas de travessia para aumentar sua vivência em nadar no mar! Os treinos intervalados (tiros) em piscina também fazem parte da preparação para provas longas, não se esqueça deles! E como já disse em textos anteriores, lembre-se sempre de treinar a parte técnica e as transições, quanto mais eficiente você for, melhor será a sua performance!
No mais, é curtir a prova e colocar em prática tudo o que foi planejado para cruzar a linha de chegada!
Até a próxima!

Rodrigo Chiquie Ali

It’s Possible!
Personal Trainer – CREF – 040.915- G/SP
Excelência em gestão de Qualidade de Vida.
rodrigochiquie@gmail.com
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# 30 ERROS EVITÁVEIS DO CORREDOR DE RUA

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Independentemente do nível do corredor de rua, segue abaixo 30 erros clássicos que normalmente a maioria comete. Confira abaixo e análise se você se identifica com algum:

* ERROS TÉCNICOS

– Cruzar os braços na frente do peito;
– Correr com os braços “presos”;
– Músculos do rosto tensos;
– Cabeça baixa;
– Não realizar aquecimento;
– Não realizar exercícios educativos;
– Negligenciar exercícios posturais.

* ERROS NO TREINAMENTO

– Não diversificar os treinos;
– Treinar no ritmo de outros atletas;
– Deixar de lado outras atividades complementares. Ex: Fortalecimento;
– Não ter um Planejamento;
– Não se preocupar com o percurso;
– Correr todos os dias;
– Não periodizar cada fase dos treinos;
– Compensar o treino perdido;
– Não realizar trabalhos compensatórios. Ex: Massagem;
– Não respeitar cada fase do treino.

* ERROS DE EQUIPAMENTO

– Usar roupas pesadas;
– Investir somente em tecnologia;
– Elitizar a corrida;
– Escolher tênis pelo preço;
– Correr sem monitor cardíaco;
– Não avaliar os seus treinos;;
– Cuidado com a música !;

* ERROS NUTRICIONAIS

– Treinar em jejum;
– Hidratar somente nos treinos e provas;
– Exagerar no isotônico;
– Não se repor bem pós treino;
– Exagerar nas dietas restritivas;
– Testar alimentos em provas.

Por isso, no Treinamento de Corrida, também aplicamos o seguinte conceito básico: Menos erros, mais acertos… VAMOS COM TUDO !

Prof.Diego Lopez

Educador físico

Trilopez Assessoria Esportiva

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Atuação da Fisioterapia nas Úlceras de Pressão

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A Secretaria de Estado da Saúde – SES-SP promoveu no dia 5 de maio o seu I Simpósio Multidisciplinar de Prevenção e Tratamento de Feridas, direcionado às equipes multiprofissionais de saúde.

Neste dia, tivemos a minha participação (fisioterapeuta Izabel Tavares  em nome da UNIFESP) na mesa redonda “Dilema da não cicatrização” e participei com a palestra: “O Papel do Fisioterapeuta na prevenção e no tratamento das Úlceras de Pressão.”

As Úlceras de Pressão, também chamadas de escaras, úlceras de decúbito, ou até úlceras de leito são feridas causadas por pressão contínua em alguma região do corpo (por exemplo, o calcanhar apoiado na cama). Essa pressão interrompe o fluxo sangüíneo da pele, levando a necrose e subsequente eritema, bolhas, ulcerações até lesões com escaras.

Os locais mais comuns onde ocorrem as úlceras são:

  • Ísquios (24-50%)
  • Sacrococcígea (23%)
  • Trocantérica (15%)
  • Calcânea (8%)
  • Maleolares (7%)
  • Cotovelos (3%)
  • Occipital e escapular (1%)

A pressão média da nossa pele e de 25mmHg. Pressões externas maiores que 30mmHg podem destruir os vasos sangüíneos.  Alguns fatores podem facilitar o aparecimento das úlceras, eles são divididos em:

Fatores extrínsecos:

  • Pressão
  • Fricção
  • Cisalhamentos
  • Umidade

E fatores intrínsecos:

  • Imobilidade
  • Alterações de sensibilidade na pele
  • Idade avançada
  • Deficiências nutricionais

As úlceras de pressão também são divididas por graus de severidade:

  1. Resposta inflamatória aguda = um eritema em pele íntegra, persistente mesmo após o alívio da pressão.
  2. Perda tecidual da epiderme e/ou derme = úlcera superficial, bolhas, abrasões, crateras rasas.
  3. Comprometimento do tecido cutâneo profundo até a fáscia muscular = perda completa da pele.
  4. Destruição extensa dos tecidos = ulceração completa com tração excessiva, necrose tecidual, dano ao músculo e ossos.

No paciente internado ou em pacientes acamados em casa ou instituição, o Fisioterapeuta têm grande atuação, principalmente nas mudanças de decúbito, ou seja, mudar a posição do paciente na cama, pelo menos de 2 em 2 horas (atividade compartilhada com a Enfermagem); realizando exercícios ativos/assistidos/passivos comuns à Fisioterapia motora; observar o estado geral do paciente e a integridade da pele para evitar a formação de novas úlceras e para acompanhar o fechamento das úlceras já existentes; e a saída do leito/cama precoce, ou seja, assim que possível depois da cirurgia.

O tratamento realizado pela fisioterapia também pode incluir o uso de alguns aparelhos:

Laser de Baixa Intensidade: Atua na pele aumentando a migração de fibroblastos (células de cicatrização), e consequentemente a formação de colágeno, que é promovido pela dilatação dos vasos sangüíneos, gerando melhores condições para a cicatrização rápida da úlcera. Ele possui algumas contra-indicações em pessoas com neoplasia diagnosticada, focos infecciosos e gestantes.

Ultra-som terapêutico: Em modalidade de penetração profunda, é uma forma de energia mecânica que consiste em vibrações de alta frequência. Isso acelera a cicatrização da ferida pois aumenta a fase inflamatória, estimulando células (macrófagos) a liberarem fatores de crescimento e agentes químicos que são necessários para o desenvolvimento de um novo tecido conjuntivo, ou seja, pele nova.

 

Sempre devemos lembrar que o mais importante para o tratamento do paciente é a presença de uma equipe multiprofissional, ou seja, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, entre outros; trabalhando juntos em busca de um só objetivo: o bem-estar do paciente.

 

Isabel Tavares

Fisioterapeuta Esportiva

www.institutokellystefani.com.br