“Alongamentos Dinâmicos, Estáticos, Pré-Treino, Pós-Treino, Prevenção? Mitos e Verdades!”

                De tempos em tempos, informações sobre o tema alongamentos e execícios vem à tona, e nessa semana, algumas revistas, jornais, e veículos de informação na internet publicaram novas discussões a respeito da efetividade dos alongamentos.

                Muitas pessoas com quem conversamos, nos falam sobre a confusão de informações sobre esse tema. Entretanto, acreditamos que a dificuldade de entender está mais na nomenclatura usada e na utilização feita dos alongamentos por cada um.

                A dificuldade diminui se seguirmos algumas diretrizes. Vamos tentar entender:

1) Nomenclatura

                – Há 2 tipos de alongamentos, o Estático (o tradicional, ficamos em uma determinada posição e permanecemos por 30 segundos à 1 minuto), e o Dinâmico (esse é o que gera dúvidas, o alongamento dinâmico nada mais é do que movimentos repetidos de uma determinada articulação). Então por que o nome diferente? A diferença de um movimento ativo qualquer e o alongamento dinâmico é que esse último visa alcançar o máximo de amplitude de movimento da articulação durante o movimento, mas ao contrário do alongamento estático, a articulação permanece na posição por um tempo muito menor.

2) Utilização dos alongamentos

                – É aqui onde se encontram as principais dúvidas. Há muitos anos, criou-se um mito que alongar (estático, no caso) antes de uma atividade física, prevenia lesões. E por divergência de resultados nos trabalhos científicos, esse mitou perdurou. Hoje, com a evolução das técnicas de avaliação, e das profissões relacionadas à saúde, foi provado que após uma sessão de alongamento estático, o músculo perde momentaneamente, força máxima e potência. A partir desse resultado, alguns profissionais do esporte passaram a evitar seu uso pré-treino e antes de competições, jogos e etc, e passaram a utilizar os alongamentos dinâmicos, exercícios de aquecimento, movimentos simulados de gestos esportivos, mas sem carga elevada. Entretanto, os alongamentos estáticos são muito importantes, muitas lesões ocorrem por falta da capacidade do músculo em alongar e absorver a energia durante alguns movimentos, e essas sessões devem sim ser feitas, mas em dias e horários separados de um treino ou competição, onde a pessoa necessita da capacidade máxima da musculatura.

                – E no final do treino? Posso alongar? Aqui também tem muitas dúvidas e os trabalhos não são tão conclusivos. Alguns alegam que o alongamento pós-treino diminui o ganho de força e potência feito durante o treino, mas sabemos também que após uma atividade física pesada e de longa duração, o músculo sofre fadiga, resultando em alterações fisiológicas como aumento de tensão e acúmulo de metabólitos, e o alongamento estático ajuda a diminuir essa tensão. Acreditamos que aqui, cabe ao profissional avaliar a necessidade, perante ao tipo de treino realizado.

                Resumindo, alongamento estático deve ser feito sim, mas em horários e dias separados do seu treino de força máxima. Para um melhor desempenho durante o treino, opte por um bom aquecimento, alongamentos dinâmicos ou quaisquer movimentos que simulem o gesto esportivo que você irá realizar, mas com carga bem mais baixa.

                Esperamos que os comentários expostos ajudem nossos amigos e pacientes a entenderem sobre esse tema. E àqueles que treinam por conta própria, caso tenham dúvidas, procurem sempre um profissional qualificado para ajudar no seu treino.

 André Pantalema Yoshimatsu e Renan Higashi

Fisioterapeutas Esportivos

ayoshimatsu@institutokellystefani.com.br

rhigashi@institutokellystefani.com.br