Ansiedade pré-competitiva atrapalha minha prova?

Normalmente costumamos associar a ansiedade a um estado desagradável de desconforto, acompanhado de sintomas como taquicardia, mãos suadas ou frias e pensamentos de dúvida e insegurança. Por estes motivos muitas vezes atribuímos a ela as falhas e deficiências em nossa performance.
O que muitos não sabem é que a ansiedade não é necessariamente negativa e nem precisa ser interpretada como sinal de resultados ruins. Isto porque a ansiedade a princípio é uma reação instintiva do ser humano, positiva, e que mobiliza a mente e o corpo para os desafios que o sujeito precisa enfrentar.
Em um nível ideal ela ajuda o atleta a manter-se concentrado e motivado, mobiliza as reservas energéticas do corpo e ativa a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina, fundamentais para o desempenho físico.
O problema ocorre quando a avaliação do sujeito sobre sua capacidade de enfrentar o desafio que está por vir é negativa. Surgem então as dúvidas e a insegurança. O atleta passa a se sentir incapaz, os sintomas desagradáveis aumentam, a concentração diminui e todas as dificuldades encontradas na prova são atribuídas a este estado.
Neste momento a ansiedade passa a trabalhar contra o atleta e o desempenho pode ser diretamente afetado.
Desta forma um controle não apenas somático, das reações da ansiedade, mas principalmente cognitivo, da avaliação das situações e causas da ansiedade, alivia os sintomas negativos e coloca toda a energia do atleta para trabalhar de forma produtiva para o desempenho.