Entorse do tornozelo – abordagem fisioterapêutica precoce

No artigo de hoje discutiremos sobre uma lesão muito frequente no ambiente esportivo e suas possíveis alterações que podem trazer consequências negativas para o rendimento, o entorse de tornozelo.
Muito conhecida pelos atletas, os entorses de tornozelo ocorrem de diversas formas, podendo acontecer sozinhos durante a passada de uma corrida ou pisando em um buraco na rua ou solo esportivo, quanto pela influência de um adversário ou até mesmo de um companheiro durante a aterrissagem de um salto em esportes coletivos como o futebol, voleibol e basquetebol.
No entanto, a intenção do texto de hoje é discutirmos algumas alterações muito frequentes que os leitores talvez não conheçam quando sofremos um entorse e o papel da Fisioterapia nestes casos.
Quando sofremos um entorse de tornozelo é comum evoluirmos com dor, inchaço (edema), hematoma e limitação de movimento, e o papel da Fisioterapia nesta fase inicial é conter a evolução destes sintomas. No entanto, muitas vezes a limitação do movimento e a dor persistem, mesmo quando o inchaço já está melhor e aqui explicaremos o porque.
Vamos levar em consideração o entorse em inversão ou lateral, popularmente conhecido como entorse para fora (figura 1) que é o tipo mais comum de entorse. Já é cientificamente comprovado que a maioria dos entorses em inversão geram falhas nas posições dos ossos, levando à movimentação anormal da articulação do tornozelo gerando dores. O tálus desloca-se para frente, limitando a extensão enquanto a fíbula desloca-se para trás e para baixo, e caso estes ossos não sejam reposicionados, as dores do paciente e a limitação do movimento persistirão.
Neste sentido, os fisioterapeutas possuem uma poderosa técnica para reposicionar os ossos em seus devidos lugares, chamada de Terapia Manual. Algumas manobras da terapia manual como a de Mulligan e Maitland são eficientes para melhorar estas limitações que os pacientes apresentam. O interessante da Terapia Manual é que o resultado é imediato e os pacientes apresentam melhora logo após a manobra.
Há uma certa crença dos pacientes em relação aos entorses, onde acredita-se que é só esperar o tornozelo “desinchar” e que depois estão prontos para voltar ao esporte, mas é importante tratar de forma correta.
Portanto, caros amigos, não deixem o problema ficar maior, não se arrisquem! Procurem ajuda de especialistas para o tratamento adequado.

André Yoshimatsu – ayoshimatsu@institutokellystefani.com.br

Renan Higashi  –  rhigashi@institutokellystefani.com.br

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