Bike Fit

pexels-pixabay-260409 (1)

 

Nos dias atuais as bicicletas são produzidas com o uso de rigorosos padrões de qualidade, objetivando oferecer o melhor ao indivíduo que a utilizar. Para garantir que toda a tecnologia empregada na construção do equipamento seja aproveitada ao máximo, é preciso que o equipamento esteja de acordo com as características pessoais de cada ciclista.

O Bike Fit é um processo de ajustes finos e personalizados, que prepara a bicicleta para promover todo o conforto, segurança e performance desejadas. A vantagem disso, é que cada ciclista poderá extrair o máximo do seu equipamento e principalmente, de si mesmo.

É durante a pedalada que o desempenho muscular transfere toda a energia mecânica necessária para a locomoção da bicicleta. Por se tratar de um movimento repetido e constante, ajustes específicos são de extrema necessidade para que não haja riscos de lesões, já que pedalar exige a complexa interação entre várias articulações, desde os braços até a coluna e as pernas.

O processo de bike fit é direcionado a qualquer usuário da bicicleta, desde a pedalada para o lazer até o mais alto nível de competitividade. É como afinar um instrumento musical ao gosto e necessidade do instrumentista, produzindo um dueto entre ciclista e bicicleta de modo a tocar uma sinfonia perfeita.

O fit se popularizou nos últimos tempos e muitos acabam por escolher sempre o que aparece de mais moderno no ajuste da bike. Os sistemas de mensuração que estão no mercado até parecem falar sozinhos. Mas aí é que muitos se enganam: eles não falam. O fit deve estar a serviço do ciclista e não o contrário. As variáveis fisiológicas devem ser medidas e potencializadas além das antropométricas.

Juntamente ao ajuste da bike, surge a necessidade de verificar como a musculatura trabalha durante o pedal. Aqui está a diferença do nosso método. Ao mesmo tempo em que se faz o ajuste da bike, enquanto pedala o ciclista tem sua musculatura mapeada por telemetria. Tal como na formula 1, em que as informações do carro são registradas e analisadas em tempo real, as informações sobre a atividade
muscular do ciclista são registradas durante a pedalada, fornecendo dados como simetria de recrutamento, tempo e intensidade de contração muscular.

Com esses dados o treino se tornará mais específico, e periodicamente essas informações podem ser utilizadas para direcionar as atividades de treino e os períodos pré e pós prova. Outras investigações podem ser realizadas, como o mapeamento de possíveis alterações posturais à distância, que levem a desconfortos como dores cervicais e lombares. Nestes casos temos protocolos para o registro da atividade muscular dessas regiões durante a pedalada, o que aumenta o poder de análise e garante o sucesso das
correções empregadas.