O Triathleta

Sabemos que para se formar um bom triathleta muitas coisas são importantes dentro da sua rotina de vida.  Entre elas, quatro são os pilares para se formar um atleta sólido: treinamento, alimentação, recuperação adequada e uma mente saudável (fatores psicológicos).

Acho que a maioria das pessoas acabam associando o triathleta como aquele cara meio “maluco”, pelo menos os meus amigos (os sedentários é claro) me dizem isso. Eu apenas trocaria a palavra maluco por determinado, pois essa é uma característica fundamental no perfil do triathleta.

Para quem não esta muito familiarizado, o Triathlon se resume a um esporte aonde você tem que nadar, pedalar e correr, ou seja, são 3 modalidades distintas que o atleta deve realiza-las da maneira mais equilibrada possível. Não adiantaria nada realizar uma delas muito bem e outra muito mal, pois o seu resultado não seria satisfatório.

Se você algum dia já pensou em começar a treinar essa modalidade, precisa ficar atento em alguns detalhes.

Para dar esse “start”, é muito importante sabermos aonde nos encontramos, ou seja, em que estado se encontra a sua aptidão física. Para sabermos isso seria interessante ter um teste ergoespirométrico, onde conseguimos saber qual a real condição cardiorrespiratória. Hoje em dia não precisamos nem ficar presos a laboratórios, pois já existem equipes que fazem esses testes ao ar livre, simulando bastante a realidade da modalidade.

Se por acaso, você não teria acesso a um teste como este, procure um profissional de educação física especializado em treinamento de triathlon, para lhe auxiliar nesta avalaição. Uma vez que o médico o liberou para a pratica de atividade física, o treinador irá encontrar maneiras indiretas para avaliar a sua condição cardiorrespiratória.

A capacidade funcional dos seus músculos também é fundamental ser avaliada para saber o quanto você pode submete-los aos treinos intensos. Por exemplo, se você não possui uma boa mobilidade de quadril, ou seja “quadril travado” (glúteos encurtados e flexores de quadril enfraquecidos), logo quando for submetido aos treinos longos de bike, a probabilidade de desenvolver uma lombalgia é bem grande. Outro exemplo seria falta de mobilidade na região do ombro, ou seja “movimentos do ombro travado” (peitoral encurtado, trapézio e romboides enfraquecidos), que com o aumento  da intensidade na natação, você pode vir a sofrer de dores nessa região do ombro.

Enfim, antes de você se submeter aos treinos de natação, bike e corrida será muito importante você procurar saber em que nível de condicionamento básico você se encontra, desta maneira estará aproveitando ao máximo toda a estrutura de periodização do treinamento que o seu treinador irá propor.

Bons treinos

Roy Vieira e André Vieira

Educadores físicos

tpersonalizado@institutokellystefani.com.br