Postura na Bike e as dores nas costas

Olá Amigos,

Espero que todos estejam bem.

Sabe-se se a postura do ciclista na maioria das vezes envolve uma posição na qual o centro de gravidade do corpo se aproxima do solo, diminuindo o arrasto aerodinâmico por diminuir a área de contato com o ar. Ao mesmo tempo, a força de reação do solo sobre o pneu traseiro é sempre proporcional à força aplicada perpendicularmente ao pedivela. Essas duas condições resultam em uma questão importante: o envolvimento contínuo dos músculos da região lombo-pélvica e dos membros inferiores.

Por se tratar de uma atividade esportiva cíclica, podemos dizer que, apesar de o ciclista se manter em uma chamada postura para pedalar, esta posição está longe de ter um caráter estático. Ao modificar as cadências, ou ao deparar-se com modificações do solo, as forças exercidas pelos membros inferiores são variáveis, e consequentemente a postura sobre a bike acaba por modificar-se constantemente. Esta circunstância determina que a coluna necessite sempre se reajustar para as demandas diferentes encontradas em meio ao treino ou à uma prova.

Os exercícios utilizados pelo ciclista para a coluna lombar não podem apenas ser concebidos ou realizados com a ideia de que certa postura deve ser mantida, como se fosse imutável. Pelo contrário! Os exercícios devem considerar que, o tronco recebe exigências variadas durante a pedalada, exatamente pelo fato de que as pedaladas nunca são sempre iguais.

Outro ponto importante é que, geralmente, a geração de força por parte dos membros inferiores sempre apresenta algum grau de assimetria. Ou seja, a coluna lombar está sempre em movimento, ainda mais se pensando que deve também se manter inclinada à frente, posição está que acaba por aumentar a carga sobre os discos intervertebrais.

Quero chamar a atenção para dois pontos centrais: A postura sobre a bike está longe de ser estática, por isso a preparação do tronco deve ser planejada com a realização de exercícios dinâmicos. O segundo ponto se refere à necessidade do fit ser perfeitamente adequado às condições da coluna de cada ciclista, respeitando suas características de força, flexibilidade, modo de pedalar e as assimetrias entre membros. Um processo de fit deve ser capaz de aferir com exatidão as condições do tronco, e as assimetrias da atividade muscular entre membros.

Se esses cuidados forem seguidos, será possível promover a prevenção de dores das costas e o adequado treinamento para a coluna lombar. Cuidar é sempre mais fácil do que tratar não é mesmo?

Ótimas pedaladas a todos.

Um grande abraço

Pedro Sampaio.

 

Olá Amigos,

Espero que todos estejam bem.

Sabe-se se a postura do ciclista na maioria das vezes envolve uma posição na qual o centro de gravidade do corpo se aproxima do solo, diminuindo o arrasto aerodinâmico por diminuir a área de contato com o ar. Ao mesmo tempo, a força de reação do solo sobre o pneu traseiro é sempre proporcional à força aplicada perpendicularmente ao pedivela. Essas duas condições resultam em uma questão importante: o envolvimento contínuo dos músculos da região lombo-pélvica e dos membros inferiores.

Por se tratar de uma atividade esportiva cíclica, podemos dizer que, apesar de o ciclista se manter em uma chamada postura para pedalar, esta posição está longe de ter um caráter estático. Ao modificar as cadências, ou ao deparar-se com modificações do solo, as forças exercidas pelos membros inferiores são variáveis, e consequentemente a postura sobre a bike acaba por modificar-se constantemente. Esta circunstância determina que a coluna necessite sempre se reajustar para as demandas diferentes encontradas em meio ao treino ou à uma prova.

Os exercícios utilizados pelo ciclista para a coluna lombar não podem apenas ser concebidos ou realizados com a ideia de que certa postura deve ser mantida, como se fosse imutável. Pelo contrário! Os exercícios devem considerar que, o tronco recebe exigências variadas durante a pedalada, exatamente pelo fato de que as pedaladas nunca são sempre iguais.

Outro ponto importante é que, geralmente, a geração de força por parte dos membros inferiores sempre apresenta algum grau de assimetria. Ou seja, a coluna lombar está sempre em movimento, ainda mais se pensando que deve também se manter inclinada à frente, posição está que acaba por aumentar a carga sobre os discos intervertebrais.

Quero chamar a atenção para dois pontos centrais: A postura sobre a bike está longe de ser estática, por isso a preparação do tronco deve ser planejada com a realização de exercícios dinâmicos. O segundo ponto se refere à necessidade do fit ser perfeitamente adequado às condições da coluna de cada ciclista, respeitando suas características de força, flexibilidade, modo de pedalar e as assimetrias entre membros. Um processo de fit deve ser capaz de aferir com exatidão as condições do tronco, e as assimetrias da atividade muscular entre membros.

Se esses cuidados forem seguidos, será possível promover a prevenção de dores das costas e o adequado treinamento para a coluna lombar. Cuidar é sempre mais fácil do que tratar não é mesmo?

Ótimas pedaladas a todos.

Um grande abraço

Pedro Sampaio.

Fisioterapeuta especializado em biomecânica

psampaio@institutokellystefani.com.br