Prótese de tornozelo – uma nova realidade no Brasil

A artrose é o envelhecimento natural das articulações e ocorre em todas as pessoas a partir dos 40-50 anos de idade e é chamada de artrose primária. Outra forma de artrose é aquela que acomete a articulação depois de uma fratura intra articular e é chamada de artrose secundária.

Com a evolução da artrose a cartilagem que compõe todas as nossas articulações vai ficando gradativamente mais fina e incia-se o processo de dor no local acometido e por vezes dificuldade de movimento.

As articulações dos membros inferiores são as mais acometidas devido a carga de peso que elas suportam: quadril, joelho, tornozelo e coluna lombar.

A artrose de quadril e joelho tem sido tratada, há muitos anos com sucesso, com próteses metálicas que substituem as articulações visando a melhora da dor e da função da articulação acometida. Em última análise o paciente deambula normalmente e sem dor.

A prótese de tornozelo foi desenvolvida mais recentemente dentro dos estudos na Ortopedia e só foi autorizada para utilização no Brasil  pela ANVISA em 2014.

Historicamente ela foi desenvolvida nos anos 70 e a primeira e a segunda gerações tiveram resultados insatisfatórios. Na década de 90 a terceira geração da prótese apresentou mais mobilidade para o tornozelo com melhores condições de marcha e consequentemente melhores resultados e a partir deles esse procedimento ganhou mais credibilidade em diversos centros no mundo.

Desde então as publicações científicas correlacionadas com esse tema aumentaram muito na literatura técnica.

Com a aprovação pela ANVISA em 2014 temos a disponibilidade no Brasil de utilização da prótese de tornozelo, entretanto não é uma possibilidade para toda e qualquer artrose da articulação.

As indicações para utilização da prótese de tornozelo estão descritas na literatura científica e  são precisas, apenas o  médico ortopedista especialista em pé e tornozelo com treinamento nessa nova técnica poderá ajudá-lo.

Eu tive a oportunidade de conhecer as 2 próteses em workshop de Congressos. E depois de muita leitura científica escolhi uma delas para meu aprendizado. Fiz meu treinamento em laboratório de cirurgia em cadáver e fui para o exterior conhecer o ortopedista que desenhou e desenvolveu uma das próteses e que tem experiência de 10 anos com esse modelo de prótese. Participei de cirurgias com a equipe desse médico e conheci a fábrica onde as próteses são feitas. Hoje me sinto capacitada para fazer esse tipo de cirurgia nova no país.

Uma nova realidade no Brasil que poderá auxiliar muitos pacientes desde que muito bem indicada.

Atualmente possuímos duas próteses autorizadas pela Anvisa:

1. TARIC da Implantcast da Alemanha

 

 

 

2. CORIN da Zenith da Inglaterra

 

Dra.Kelly Cristina Stéfani

kstefani@institutokellystefani.com.br